quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A OBEDIÊNCIA DO REI JOSAFÁ

Kevin DeYoung
A Obediência do Rei Josafá
2 Crônicas 17:1 – 21:3
E o povo de Judá se juntou para pedir socorro ao Senhor … (20:04 a)
Você não tem que ser um gênio para seguir o Senhor. Basta pedir ao Senhor qual a vontade dEle e fazer o que ele diz. Essa é a história da vida de Josafá.
“O Senhor estava com Josafá, porque quando jovem ele andou nos caminhos que seu pai Davi tinha seguido” (17:3). Ele não consultou os baalins. Ele estabeleceu o reino. Ele enviou mestres. Ele buscou a Deus e Deus o abençoou.
Ele não descobriu alguma vacina ou inventou a internet. Sua obediência era muito simples. No entanto, a sua obediência agradou ao Senhor.
O seu segredo para o sucesso era simples. Ele perguntou ao Senhor o que fazer e depois o fez. Antes de ir à guerra com Ramote-Gileade, ele advertiu a Acabe, “Buscai primeiro o conselho do Senhor” (18:4). Antes de lutar contra Moabe e Amon, Josafá orou: “Não sabemos o que fazer, mas nossos olhos estão no Senhor” (20:12).
Esta é a vida gloriosa e simples de um cristão. Você ora, faz a coisa certa, pede ajuda e diz não às coisas más. Confia no Senhor em coisas difíceis, e depende dEle para tudo. Josafá não fez tudo certo, mas ele ainda era um grande homem comum de Deus.
Nós também podemos ser, se indagarmos do Senhor qual a sua vontade e fazer o que ele diz. (Fonte: Blog Fiel)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

NOVA ONDA DE PRISÕES NA ERITREIA


As autoridades da Eritréia estão renovado a sua campanha de prender os cristãos que eles  encontraram orando em locais secretos ou suspeitos de praticarem sua fé. Nos últimos dois meses cerca de 90 crentes foram levados para prisões em torno da capital, Asmara.
As autoridades da Eritreia estão renovado a sua campanha de prender os cristãos que eles  encontraram orando em locais secretos ou suspeitos de praticarem sua fé. Nos últimos dois meses cerca de 90 crentes foram levados para prisões em torno da capital, Asmara.
Me'eter é uma prisão militar remota, onde a tortura é extremamente dura e o tratamento é muito severo. Pelo menos 12 prisioneiros que eram cristãos (2 mulheres e 10 homens) morreram na prisão desde maio de 2002, quando o governo eritreu começou a reprimir os cristãos, considerando eles como “grupos de fé não aprovada”.
Três dos que morreram: Mogos Solomon (30), Yemane Kahsai Andom (43) e Mehari Ghebrezghi Asgedom (43) estavam na prisão de Me'eter.
Em maio de 64 crentes foram presos em um local chamado Adi Abeyto, uma aldeia perto de Asmara, e apenas seis desse grupo foram liberados. Os outros podem estar presos na 6ª delegacia de polícia em Asmara, onde eles foram levados inicialmente. Existe também a possibilidade deles terem sido movidos para a prisão de Me'eter.
No dia 2 de junho de 2011, um grupo de 26 estudantes universitários foi preso. Eles ficaram duas semanas sob custódia em um local que foi não revelado. Algumas fontes em Asmara acreditam que alguns jovens podem ter sido levados para a prisão de Me’eter.

Milhares de cristãos ainda estão presos em campos militares e contêineres na Eritreia. Conheça Helen Berhane e ouça o relato de quem viveu na pele a experiência de ser prisioneira na Eritriea. Acesse o site Eritreia Livre!  (Fonte: Portas Abertas)
FonteRelease Eritrea
TraduçãoLucas Gregório

terça-feira, 4 de outubro de 2011

IDENTIDADE, UNIDADE E MISSÃO

identidade evangélica tem suas raízes na Reforma do século 16, quando foram levantadas as questões sobre o caminho da salvação. Durante os mil anos anteriores a doutrina da justificação pela fé ficara escondida. A Igreja Católica Romana se arrogava o direito de determinar quem seria aceito por Deus ou condenado eternamente. A Bíblia foi silenciada para a maioria dos fieis. Somente com a tradução do texto sagrado para o vernáculo é que foi possível para o homem comum confirmar sua esperança de receber a vida eterna. O resultado desse debate foi a criação das igrejas que, separadas da Romana, se identificaram como evangélicas.

Essa identidade estabelece claramente as seguintes marcas: 1) A Bíblia é a fonte última de autoridade divina. 2) A salvação é recebida unicamente pela fé no Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para encabeçar sua igreja invisível, isto é, somente Deus conhece quem são os que lhe pertencem. 3) Igrejas locais são identificáveis pelo seu compromisso com a pregação, o ensino da Palavra de Deus e a participação nas ordenanças que Jesus estabeleceu: o batismo e a Santa Ceia.

Se a unidade espiritual tem caracterizado os evangélicos, há, no entanto, pouco compromisso com a unidade visível. Mas quem lê o Novo Testamento não pode negar que a unidade é um dos temas mais destacados, pois o Corpo de Cristo é um só. “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos que é sobre todos” (Ef 4.3-6). Desta maneira Paulo escreve para conclamar os seguidores de Cristo a reconhecerem a unidade que eles têm. Não há no Novo Testamento a sugestão de um centro de controle humano, um governo autoritário, mas sim o chamado a uma verdadeira unidade de amor entre irmãos e irmãs que pertençam à família de Deus. Os agrupamentos nas diversas denominações não devem negar essa unidade básica. Como pode haver rivalidade numa família madura que confessa que Jesus Cristo é seu Senhor? Há diversidade evangélica nas interpretações de alguns trechos bíblicos; há práticas denominacionais distintas; mas as doutrinas centrais da fé devem ser sempre mantidas e defendidas no pertencimento à identidade evangélica.

missão das igrejas evangélicas é glorificar a Deus por meio de adoração bíblica, evangelizar os que não professam uma fé genuína no Senhor Jesus e discipular as nações ensinando-as a obedecer a todas as coisas que Jesus ordenou (Mt 28.19, 20). E organizar comunidades locais onde essa missão seja claramente estabelecida.

Cristo ordena aos seus seguidores que, como “a luz do mundo”, não escondam essa luz debaixo duma vasilha. “Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês” (Mt 5.14-16). É pelas boas obras que o povo de Deus mostra o amor dele pelos seus filhos e por aqueles que são marcados pela sua imagem.

Nota:Artigo publicado originalmente pela Aliança Evangélica com o título Carta Mensal de Outubro. “Identidade, Unidade e Missão” será o tema do 1º Fórum da Aliança Evangélica que acontece de 24 a 26 de novembro, em Brasília (DF).

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Russel Shedd é Ph.D. em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, Escócia. Em 2012 ele irá completar 50 anos de ministério no Brasil.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SEIS LIÇÕES DA PARCERIA DE JOABE E ABISAI


Seis Lições da Parceria de Joabe e Abisai
“Disse Joabe: Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro. Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem lhe parecer” (2 Samuel 10.11-12).
Nessas palavras de Joabe, há seis coisas que penso devem caracterizar todos os esforços da equipe ministerial na igreja.
1. Humildade
A primeira é humildade. “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro.” Joabe era um guerreiro poderoso, mas não era tolo para julgar-se totalmente autossuficiente. “Abisai, meu irmão, talvez hoje eu seja incapaz para a tarefa.” Ele não teve vergonha de pedir ajuda. A humildade espontânea reconhece sua própria limitação e necessidade. Está aberta a receber ajuda, a ser ensinada e não se ressente de um bom aviso ou um conselho.
2. Diversidade
A segunda característica da equipe ministerial ilustrada por Joabe é a diversidade. Abisai foi enviado contra os amonitas; Joabe, contra os sírios. Quando o inimigo é diversificado e está espalhado, uma estratégia inteligente de batalha é não usar todas as tropas em um único lugar. Também é sábio colocar todos a fazer, na maior parte do  tempo, aquilo em que eles são melhores. Um princípio bíblico firme é que Deus deu a todos nós diferentes combinações de dons.
3. Ajuda mútua
A terceira característica de uma boa equipe ministerial é ajuda mútua. “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro.” Diversidade na igreja não é tão rígida, que não podemos deixar o nosso campo designada e ajudar uns aos outros. Fundamental a todo trabalho de equipe bem-sucedido é que os membros da equipe sejam em uns pelos outros, e não uns contra os outros. Competição no ministério é um anátema para o Espírito de Cristo.
4. Força
A quarta característica da equipe ministerial eficaz é força. “Sê forte… pelejemos varonilmente.” Literalmente, o hebraico diz apenas: “Sê forte e mostremo-nos fortes!” Quando a batalha começa, não fugimos temerosos e fracos. Devemos atacar! “Sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.10-11). O poder que precisamos não vem de nós mesmos. É com a força do poder de Deus que temos de ser fortalecidos. Quando vestimos a armadura de Deus, temos a força de Deus.
5. Benefício para o povo de Deus
Joabe disse: “Pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus”. Embora o nosso objetivo deva ser o ajudar uns aos outros, devemos sempre perguntar: “Ajudar uns aos outros a fazer o quê?" A resposta é: “Beneficiar o povo de Deus”. Nenhum grupo de cristãos vive para si mesmo. Nós nos esforçamos pela humildade cristã, usamos nossa diversidade, vivemos em ajuda mútua, mantemos nossa força não para nós mesmos, mas para o benefício do povo de Deus.
6. Rendição à orientação soberana de Deus
Há uma característica final da equipe ministerial que Joabe ilustra: render-se à orientação soberana de Deus. “Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem lhe parecer”. E faça o Senhor o que bem lhe parecer. Oh! que sempre realizemos nossa obra dessa maneira, prostrando-nos diante de Deus e dizendo: “Ó Deus, almejamos ser humildes, ser diversificados, ajudar-nos mutuamente, ser fortes no Senhor, trabalhar com ardor para o bem do teu povo. Mas, ó Deus, reconhecemos que tu és soberano e nós somos finitos. Queremos dizer o mesmo que Joabe disse: em todos os nossos planos e em todo o nosso labor, faze o que bem te parecer”.   John Piper
Blog Fiel

domingo, 2 de outubro de 2011

A MENSAGEM DA SECA


Joel 1:1-2:21
O profeta Joel foi levantado por Deus para transmitir a sua Palavra ao povo de Israel em um momento de crise causada principalmente pela seca.Entretanto, a crise não era só econômica, mas também política e espiritual. Ao olharmos para aquele momento em que o servo de Deus pregou, devemos perguntar: o que nos ensina a mensagem do profeta Joel?A mensagem da seca nos ensina que:

1- A LAMENTÁVEL SITUAÇÃO DEVE MOTIVAR O POVO A CLAMAR A DEUS.
A situação da terra é descrita no capítulo 1 e pode ser resumida no versículo 10 e o versículo 14b, onde podemos ver: Devastação do campo; cessação do serviço religioso, crise espiritual, tristesa e desolação. Este era o cenário que traduzia a lamentável situação da terra. Além do mais carestia, seca e praga.
Diante deste quadro triste e dor em que a nação se encontrava, muitos murmuravam, choravam, etc. Diante deste cenário triste o profeta conclama o povo a Clamar ao Senhor e promulgar um santo Jejum Jl 1:14. O profeta nos ensina, que a lamentável situação deve nos motivar a clamar a Deus. Não basta reclamar, chorar, etc. Devemos clamar aquele que é poderoso para intevervir e mudar o quadro ou reverter a situação. Esse deve ser o projeto do povo de Deus.Portanto, meu irmão isto deve ser o meu projeto e o seu em momentos de crises que viermos enfrentar.

2-AS MISERICÓRDIAS DE DEUS DEVE NOS LEVAR AO ARREPENDIMENTO.
O povo de Israel havia se afastado de Deus. Abandonado as Sagradas Escrituras, e como consequência podemos ver a tristeza em que a nação estava vivendo. Não obstante não merecer nada, naquele momento, o profeta   prega que Israel precisava voltar-se para Deus. Isto é, precisava olhar para as misericórdias de Deus, se humilhar e pedir perdão de todo coração certo que Deus é misericordioso. Hoje quando nós paramos para olhar o nosso dias, podemos ver que muitos estão vivendo distante de Deus, e como consequência de estarem distante de Deus, estão desfrutando de tristeza e dor. A solução está em o homem se arrepender dos seus pecados confiado nas misericórdias de Deus e assim ser perdoado.  É o que o homem precisa fazer em meio a depravação da nossa atualidade. O nosso país precisa se arrepender e mudar. Voltar-se para Deus na certeza de que o Senhor é misericordioso e rico em perdoar, porque Deus tem bênçãos incomparável para o homem ou nação que o busca de todo coração.

3-AS PROMESSAS DE DEUS DEVE NOS ENCHER DE ESPERANÇA.
No capítulo 2:18 o Senhor se mostra zeloso de sua terra, compadecendo-se de Seu povo e Promete Bênçãos Grandiosas.
Podemos classificar estas bençãos como sendo de ordem: material, espiritual e eterna.
Deus promete ao povo normalidade na produção dizendo:"... eis que vos envio o cereal e o vinho, e o óleo... os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, etc. 2:19,22-26. Deus promete proteção 2:20,21,27; Estabilidade climática 2:23; fartura e alegria 2:24,26 e o derramamento do Espírito Santo 2:22-32.
Diante de tais promessas o profeta Joel desafia o povo a renovar suas esperanças. Meus irmãos como alguém disse: " O que o oxigênio significa para os pulmões significa a esperança para o sentido da vida".
Nos nossos dias há muita gente ansiosa, desesperada, buscando um sentido para a vida nos prazeres carnais, nas drogas, nas religiões, etc. sem contudo encontrar uma saída, porque estão pondo suas esperanças onde não há esperança.
Portanto, meu querido, não sei quais são os teus problemas ou dramas, mas eu sei que o nosso Deus não mudou, ele é imutável. Por isso podemos confiar nas suas promessas e nos encher de esperanças e ouvir o que o profeta Jeremias nos diz em Lamentações 3:21 " Quero trazer a memória o que me pode dar esperança".
O que você está trazendo a memória? Pare e pense? Olhe para Deus, independente das  circunstâncias. Clame ao Senhor; confie nas suas misericórdias e firme a sua vida nas promessas de Deus na certeza de que há esperança para você, pois com Ele nós somos mais do que vencedores.
Pr. Eli Vieira

sábado, 1 de outubro de 2011

O DEUS OBJETO


A tida sociedade permeada pelas marcas do pós - modernismo alberga a pluralidade, a informação em tempo real, a volatilidade como uma de suas mais expressivas características. 

Bastas atentarmos, por um reles segundo, e constataremos o quanto o cotidiano desperta um estado de ser necessário mais horas. Não por menos, tresloucados acordamos e nem sequer conseguimos repousar. Nada de silêncio (este, um personagem indigesto). Muito menos deve ser dado espaço para o ócio, a elucubração, o melódico, a prosa descompromissada, o lúdico... 

Sem titubear, aspiramos participar das engrenagens de um consumismo endêmico, custe o que custar. Independentemente da cacofonia metropolitana, das pessoas adelgaçadas nos trens e ônibus, das mazelas estampadas aqui e acolá (um garoto de dez anos se suicida e põe a vida de semelhantes em risco, numa escola de São Caetano do Sul; judeus e palestinos prosseguem a desfiar as rusgas de um problema não tratado por Abraão, apenas para citar). 

De tudo isso, os cristãos enfrentam, no soar deste século, o dilema a efeito de decidir e responder por uma relação com Deus na liberdade firmada por Cristo, ou trilhar por mecanismos e sistemas religiosos (sem nos levar a uma profundidade do ser, da existência, da espiritualidade). 

Vale dizer, uma liberdade plena, desenvergonhada, franqueada e aberta a nos lançar em direção a obediência reconciliadora e tal assertiva faz com que venhamos compreender a relevância de dependermos da Graça e não de incorremos na panacéia de um evangelho meritório, idealístico e altruísta para lograrmos alguma coisa. Na contramão de uma tragédia cosmológica, o Messias decidiu por resgatar a existência humana, mediante a postura da obediência. 


Sem titubear, a trajetória de Jesus sempre esteve alderedor dos meandros da vida - ''como ela é'' (da mulher samaritana; do coletor de impostos; do centurião romano; da mulher hemorrágica; dos leprosos e tantas outras personalidade e não caricaturas). 

Em outras palavras, através de Jesus, o eterno, o transcendente, a mística das boas novas, a esperança ativa e consoladora andou pelas ambigüidades, pelas tensões, pelas vicissitudes e pelas penúrias de uma Jerusalém malogradas nas suas tradições, espoliada por Roma e eqüidistante de si mesma. Mesmo assim, a Torá, Javé e os ritualismos permaneciam para consagrar as manifestações do Deus objeto, cujas pessoas não eram levadas a uma genuína restauração de personalidade. Entrementes, as almas carregavam os seus recônditos de possuírem uma fé, um Deus, uma tradição e sei lá mais o que. 

Lastimavelmente, o Deus objeto está reduzido a uma escancarada postura de utilidade. Afinal de contas, o Deus objeto pode ser encontrado nos pacotes de ofertas em prol de uma salvação de lambuja e de incomensuráveis satisfações. Nesse itinerário, as boas novas se adaptam ao balaio de gato de uma espiritualidade sem a autêntica remissão dos pecados. Semelhantemente a Jonas, prosseguem no ventre ou no estado de uma abissal solidão espiritual e existencial. 

Por conseqüência, o Deus objeto acaba inserido na amalgama de uma realidade desafeita ao próximo, ao destino e ao porvir. De certo, predomina a diretriz de um evangelho de anônimos e desencarnados do amor ao próximo. Tetricamente, o Deus objeto espelha uma geração de pessoas seguidoras e cultuadoras de uma vida descartável e regidas pelas tendências do mercado. Eis a tônica de um evangelho secularizado, no aspecto mais pejorativo, e desvencilhado da palavra profética, da ressurreição, da remissão de toda uma vida chafurdada pela culpa e pela condenação. Por ora, torna – se fundamental pararmos e quem sabe decidirmos pelo ser livre constituído por Cristo.Robson Santos SarmentoSão Paul - S

O CONHECIMENTO QUE AMA

John Piper
John PiperO trecho a seguir foi retirado do capítulo 12 do livro “PENSE”, de John Piper, que será lançado em breve pela Editora Fiel. Nesta passagem do livro, Piper analisa o texto de 1 Co. 8.1-11, e adverte o leitor sobre o objetivo de todo conhecimento baseado na verdade: o amor a Deus e ao próximo.
Vocês não sabem como convém saber
Como Paulo prosseguiu para abordar o conhecimento que ensoberbecia os corintos? Em 1 Co. 8.2, Paulo disse: “Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber”. Isso não significa que Paulo achava que os cristãos não sabiam as coisas. Dez vezes nesta epístola ele chama a atenção dos coríntios por não saberem coisas cruciais que já deviam saber sobre Deus e a vida (3.16; 5.6; 6.2, 3, 9, 15, 16, 19; 9.13, 24).
PenseQuando Paulo os repreendeu por julgarem “saber alguma coisa”, ele tinha em mente a atitude deles. Em um sentido, eles “sabiam”. Mas não sabiam como lhes convinha saber. Por isso, em um sentido profundo, eles não sabiam de modo algum. Não tinham o único tipo de conhecimento que será levado em conta no final. Eles imaginavam que sabiam.
Isso é profundo. Paulo estava dizendo que o saber (e o pensar que o produz) não é verdadeiro apenas porque contém doutrina correta sobre comida oferecida a ídolos. Aqueles cristãos sabiam alguns fatos verdadeiros sobre Deus e sobre sua liberdade, mas Paulo disse que eles apenas imaginavam que sabiam. Em outras palavras, eles não tinham um verdadeiro conhecimento. Não sabiam como deviam saber e, por isso, não sabiam verdadeiramente. Imaginavam que sabiam.
O verdadeiro saber ama as pessoas
Agora, a pergunta crucial é: o que tornaria esse saber imaginário em saber verdadeiro? Em outras palavras, o que significa saber como devemos saber? Pensar como devemos pensar? A resposta está no texto anterior e no posterior.
No texto anterior, Paulo disse que o amor edifica (v. 1). Isso implica que qualquer conhecimento que não está a serviço do amor não é verdadeiro conhecimento. É conhecimento prostituído. É como se Deus pusesse instrumentos cirúrgicos em nossas mãos e nos ensinasse como salvar os doentes, mas os usamos para realizar um exímio ato de malabarismo enquanto os doentes morrem. Saber e pensar existem por causa do amor – por causa da edificação do povo de Deus na fé. O pensar que produz orgulho, em vez de amor, não é verdadeiro pensar. Apenas imaginamos que estamos pensando. Deus não o vê como pensar. Não é cirurgia, é malabarismo.
O verdadeiro saber ama a Deus
Ao procurar entender o que o versículo 2 significa ao dizer: “Não aprendeu ainda como convém saber”, eu disse que a resposta está no texto anterior e no posterior. Já a vimos no texto anterior: “O amor edifica” (v. 1).
Agora, no posterior: “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele” (v. 3). Paulo igualou o saber como devemos saber com o amar a Deus. Em conexão com o versículo 1, ele fez do amar as pessoas o critério do verdadeiro saber. E, em conexão com o versículo 3, ele fez do amar a Deus o critério de verdadeiro saber.
Vemos a ligação entre esse texto amor a Deus com todo o nosso entendimento. Essa é a razão de ser de nossa mente. E, nesta passagem, Paulo estava dizendo que amar a Deus é o que fazemos quando sabemos “como [nos] convém saber”. Na opinião de Paulo, pensar e saber nos são dados por Deus visando ao propósito de amar a Deus e amar as pessoas.
Pensar: a tarefa humilde de cortar lenha para o fogo
A lição extraída de 1 Coríntios 8.1-3 é que pensar é perigoso e indispensável. Sem uma profunda obra da graça no coração, o conhecimento – o fruto do pensar – ensoberbece. Mas, com a graça no coração, o pensar abre a porta do conhecimento humilde. E esse conhecimento é o combustível para o fogo do amor a Deus e ao homem. Se abandonarmos o pensar sério em nossa busca de Deus, esse fogo se apagará.Fonte: Blog Fiel
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