sábado, 12 de novembro de 2011

COMO GLORIFICAR A DEUS NO TRABALHO

Por John Piper

Como Glorificar a Deus no Trabalho
Após duas semanas na Austrália, finalmente estou em casa. Estou transbordando de gratidão a Deus por Seus servos que lá estão, e pelo prazer de trabalhar juntamente com eles em Brisbane, Sidney e nas montanhas de Katoomba.
Uma das conferências intitulava-se Comprometidos e era destinada aos “jovens trabalhadores”, o que, em seu dialeto, significa jovens profissionais em ambiente de trabalho. Perguntaram-me, em uma entrevista, se considerava o foco desta conferência uma boa ideia. Respondi que sim, pois 1 Coríntios 10:31 diz: “ Portanto,quer comais quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
Então perguntaram: Como jovens trabalhadores podem glorificar a Deus no trabalho?  E eis a essência de minha resposta:
Dependência. Vá para o trabalho totalmente dependente de Deus (Provérbios 3: 5-6; João 15:5). Sem o Senhor, você não pode sequer respirar, mover-se, pesar, sentir ou falar. Sem mencionar ser espiritualmente influente. Levante-se pela manhã e deixe que Deus saiba de seu desespero por Ele. Ore clamando por ajuda.
Integridade. Seja absoluta e meticulosamente honesto e merecedor de confiança em seu trabalho. Seja pontual. Pague o justo pelo dia de trabalho. “Não furtarás”. Muitas pessoas roubam seus empregadores tanto com sua indolência quanto com o roubo do dinheiro em caixa.
Habilidade. Seja bom naquilo que faz. Deus lhe agraciou não apenas com integridade, mas também, dando-lhe dons, habilidades. Valorize este dom e seja um bom administrador destas habilidades. O aperfeiçoamento nestas técnicas se constrói na dependência e na integridade.
Moldando ao grupo.  À medida em que você se tronar influente e oportuno,  molde a imagem de seu trabalho, de forma que as estruturas, políticas, expectativas e objetivos do mesmo sejam compatíveis com as de Cristo. Por exemplo, alguém está moldando a imagem deste restaurante chamado Chick-fil-A através deste vídeo.
Impacto. Almeje ajudar à sua empresa a impactar de maneira construtiva ao ser e não destrutiva à alma. Algumas indústrias possuem um impacto destrutivo (como por exemplo, indústrias pornográficas, de apostas, aborto, trapaças, etc.). Entretanto, é possível ajudar muitas empresas a caminharem em uma direção que lhes propicie vida, sem arruinar a alma. Assim que tiver a oportunidade, trabalhe para isso.
Comunicação. Locais de trabalho são uma rede de relacionamentos. Estes só são possíveis através da comunicação. Introduza sua cosmovisão cristã às conversas do dia-a-dia. Não esconda sua luz debaixo de uma cesta de lixo. Coloque-a em evidência naturalmente, alegremente e de maneira cativante. ‘os que amam a tua salvação digam sempre: O Senhor seja magnificado!’ (Salmos 40:16)
Amor. Sirva aos outros. Seja aquele que se dispõe primeiro a comprar a pizza, a dar carona, organizar o picnic. Desperte o interesse das outras pessoas no trabalho. Seja conhecido como aquele que se importa não apenas com as histórias alegres de fim de semana, mas com os fardos das pesadas e dolorosas manhãs de Segunda-feira. Ame seus colegas de trabalho e apresente a eles o grande Carregador de fardos.
Dinheiro. O trabalho é o lugar onde você ganha (e gasta) dinheiro, sendo o mesmo inteiramente de Deus, e não seu. Você é um administrador. Transforme seu salário em uma enxurrada de generosidade na qual você administra o dinheiro pertencente a Deus. Não trabalhe para ganhar e assim, ter. Trabalhe para ganhar e assim ter o que dar e investir em obras que exaltem a Cristo. Faça com que seu dinheiro anuncie a Cristo como seu tesouro supremo.
Agradeça. Sempre dê graças a Deus pela vida, saúde, pelo trabalho e por Jesus. Seja uma pessoa grata no trabalho. Não esteja entre os que reclamam. Deixe que sua gratidão a Deus superabunde em um espírito humilde de gratidão a outros. Seja conhecido como alguém cheio de esperança, humilde e grato.
Há muitas outras coisas a dizer sobre glorificar a Deus no ambiente de trabalho. Mas isto é o começo. Adicione-as à lista à medida em que Deus lhe mostrar. A questão é: O que quer que faça, o que quer que coma, beba ou onde trabalhe, faça tudo para que Deus pareça tão grande quanto Ele verdadeiramente é.
Desiring God Blog: www.desiringgod.org
Tradução: Luiza Schilagi de Araujo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O ESSENCIAL DA REFORMA

Sem dúvida a data de 31 de outubro de 1517 é de grande transcendência na história universal. A Reforma exaltou verdades bíblicas que formam o sustentáculo de nossa evangelização. De uma maneira e outra, todos os cristãos evangélicos são herdeiros da Reforma. Embora tenha sido um movimento de profundas repercussões culturais, sociais e políticas, é de bom alvitre agarrarmo-nos aos fundamentos teológicos desta mensagem e, de maneira particular, à soteriologia dos reformadores. Para cumprir esse propósito, recorreremos a quatro grandes postulados da Reforma: Sola Gratia, Solo Christus, Sola Fide e Sola Scriptura
 
Só a graça 
Ensinam os reformadores que o pecador é justificado unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Neste caso, a graça é o favor divino que o homem não merece, mas que, em sua soberania e bondade, Deus quer dar-lhe. A salvação é obra de Deus, não do homem. Paulo diz: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto [a salvação] não vem de vós, é dom de Deus; não [vem] de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Em outra epístola, o apóstolo explica: “Se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11.6). 
 
O homem estende a mão vazia para receber, não a mão cheia para oferecer. Não tem nada a oferecer em troca de sua salvação. Tampouco pode cooperar com a graça divina para salvar-se. Está morto em seus delitos e pecados. Somente se dispõe a receber o favor de Deus. 
 
O conceito de só pela graça é um golpe mui severo no orgulho humano. Aqui não há lugar para a auto-suficiência, nem para a arrogância do que pretende salvar-se a si mesmo e a outros, mesmo por meio de esforços que aos olhos da sociedade parecem mui nobres e heróicos.
 
Deus é sempre ‘o Deus de toda a graça’ (1 Pe 5.10). A salvação sempre foi, é e sempre será pela graça. Mas esta graça vem em plenitude na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.17). Cristo é o dom inefável de Deus ao mundo. O homem pode salvar-se em Cristo, não à parte de Cristo. 
 
Só Cristo 
A mensagem dos reformadores era cristológica e cristocêntrica. Assim deve ser a nossa. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). E, segundo o apóstolo Pedro, “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). 
 
Compete-nos escutar de novo estas declarações que se opõem radicalmente a todo intento sincretista ou universalista. Gostemos ou não, o evangelho neo-testamentário é inclusivo e exclusivo. Inclui todos os que recebem a Jesus Cristo como único mediador entre Deus e os homens, e exclui todos os que resistem à graça de Deus. Não nos cabe incluir o que Deus não incluiu, nem excluir o que Ele não excluiu. 
 
Só Cristo salva. Mas, qual Cristo? Definitivamente não se trata aqui do Cristo dos dogmas de feitura puramente humana, nem do Cristo da imaginação antiga e moderna, nem do Cristo do folclore latino-americano, nem do Cristo superstar das sociedades opulentas do Norte, nem do Cristo dos poderosos interesses econômico-sociais em nosso continente, nem do Cristo dos ideólogos de última hora. O Cristo que salva é senão aquele que é revelado nas Escrituras. 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo Deus — o Logos eterno, associado eternamente com o Pai e com o Espírito, criador e sustentador dos céus e da terra, o Senhor da vida e da história, o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o “que é, que era e que há de vir”, o Todo-poderoso Senhor. 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo histórico — manifestado no tempo e no espaço, em data precisa do calendário de Deus, na plenitude da história humana, no contexto de uma geografia, de um povo, de uma cultura, de uma sociedade. 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo humano — engendrado pelo Espírito, concebido pela virgem Maria, participante de carne e sangue, “feito carne”, identificado plenamente com a humanidade. 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo profeta — o arauto de Deus Pai, intérprete da Divindade, revelador da vontade divina para seu povo e para toda a humanidade. 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo sacerdote — o que está assentado à direita da Majestade nas alturas e “tam-bém pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). 
 
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo rei, que está para vir — o Juiz de vivos e de mortos, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cristo da renovação total. 
 
Só a fé 
A grande descoberta do frade Martin Lutero nas Escrituras foi que “o justo viverá por fé” (Rm 1.17). Essa verdade bíblica chegou a ser um grito de batalha na Reforma. 
 
A fé é a mão que recebe a dádiva de Deus em Jesus Cristo. Certamente para o evangelista João, receber a Cristo parece ser um equivalente de crer nele (Jo 1.12). Por meio da fé fazemos nossos os benefícios de Cristo crucificado e ressuscitado. É nesses benefícios que descansa nossa segurança eterna de salvação. 
 
A fé mediante a qual somos justificados não é cega, não é mera credulidade. Tampouco é a fé um mero assentimento à verdade revelada. É muito mais que um mero exercício intelectual. Ter fé é confiar, é abandonar-se nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo a enormidade de nossa culpa e a totalidade de nossa incapacidade para libertar-nos por nós mesmos do pecado. É admitir que os méritos humanos são inúteis para fins de justificação. É lançar mão do valor infinito da pessoa e obra do Filho de Deus. Ter fé em Jesus Cristo é deixar-se salvar por Ele. 
 
A fé implica também obediência. Quando o homem crê que o Evangelho é a verdade, sente-se na obrigação de obedecê-lo. Segundo a doutrina da Reforma, o pecador é justificado só pela fé, mas a fé que justifica não permanece só. Não é uma fé estéril, muito menos morta. O ensino de Tiago (2.14-26) se harmoniza plenamente com o ensino de Paulo, o qual afirma que não somos salvos por obras, mas sim, para obras que Deus “de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Estas boas obras são o fruto da salvação, não a causa dela. 
 
Crer em Jesus Cristo significa, além do mais, entrar em sério compromisso com Ele, com sua Igreja e com a sociedade. Não aceitamos Jesus Cristo para evadir nossas responsabilidades morais e viver como nos agrada, depois de haver adquirido uma apólice de seguro para a eternidade. No Evangelho há reclamos de caráter ético. 
 
Jesus teve o cuidado de advertir as multidões sobre as dificuldades do caminho que Ele lhes propunha. Não guardou silêncio sobre as exigências do discipulado. Ninguém poderia queixar-se de que Ele lhes enganara com a oferta de uma “graça barata”. Seu interesse estava na qualidade, não na quantidade de seus seguidores. 
 
Só a Escritura 
Aceitaram os paladinos da Reforma a autoridade suprema das Escrituras, não só no que diz respeito à doutrina da justificação pela fé. Eles determinaram submeter sua fé e sua vida ao ditame final do cânon bíblico, e não a outra autoridade, fosse a do magistério eclesiástico, ou a da razão natural, ou a dos impulsos do coração. Aceitaram e proclamaram as Escrituras como sua norma objetiva e final. Foi fundamentalmente por essa declaração que os reformadores e a Igreja oficial daqueles tempos dividiram seus caminhos. 
 
Nessa transcendental decisão, os reformadores não fizeram mais do que continuar uma longa tradição que vem desde os tempos do Velho Testamento e desde os dias de Cristo e seus apóstolos. Os profetas apelaram para a lei escrita como sua autoridade final. Cristo autenticou seu ministério ante o povo com a lei de Moisés, os profetas e os Salmos (Lc 24.44). Os apóstolos também se apoiaram na autoridade do Antigo Testamento. A Igreja antiga aceitou ambos os Testamentos e teve assim um cânon mais extenso ao qual apelar para suas decisões de fé e prática. Os reformadores fizeram que o “Assim diz o Senhor” e o “Está escrito” ressonassem poderosamente no âmbito da cristandade ocidental. 
 
Através dos séculos o princípio da Sola Scriptura tem sido ameaçado e desafiado pela razão natural, pelo sentimentalismo pietista, pela pressão eclesial (católica e protestante), ou pela presunção de líderes que se crêem superdotados para impor ao povo de Deus seu sistema de interpretação. 
 
Os reformadores advogaram não a livre interpretação, mas o livre exame das Escrituras. O sacerdócio universal dos crentes — outra das grandes doutrinas exaltadas pela Reforma — não autoriza a ninguém torcer e retorcer o texto bíblico. 
 
Se não acatarmos a norma objetiva das Escrituras, se não nos submetermos ao senhorio de Cristo, se não estivermos em sintonia com o Espírito Santo, se nos distanciarmos da comunidade da fé — seremos presa fácil do subjetivismo, ou do relativismo, ou poderemos cair ingenuamente na trama de uma ideologia, não importa de que cor seja ela. 
 

Nota
Artigo publicado originalmente na revista Ultimato nº 255 (Nov-Dez/1988), com o título A Soteriologia dos Reformadores. Emilio Antonio Nuñez é um conhecido teólogo da América Latina. Nascido em El Salvador, reside há muitos anos na Guatemala.
Fonte:ultimato

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Emails a Jovem Cristã com Primeiro Namorado - contato físico

Enviada de: Augustus Nicodemus Lopes
Enviada em: 22/10/2011
Para: Maria do Socorro
Assunto: RES: Pastor, me ajude
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Oi, Maria do Socorro,

Fico feliz em saber que meu primeiro email ajudou você e o Cardoso a perceberem a importância da comunicação no namoro e como isto é importante como parte da preparação para o casamento.

Você pediu minha opinião sobre o contato físico no namoro. Tenho percebido que esta é uma área que provoca muitos problemas para os namorados cristãos. Beijos e abraços, depois de certos limites (que nem sempre são fáceis de colocar) despertam paixões e desejos que não devem ser satisfeitos no namoro, e que acabam levando os dois a passar dos limites. Não poucas vezes termina em relações sexuais no banco traseiro do carro, num motel ou na casa de alguém.

Como eu disse no email anterior, não há referências diretas na Bíblia ao namoro, uma vez que este tipo de relacionamento era completamente estranho para os israelitas e demais povos do Antigo Oriente. Todavia, encontramos vários principios na Palavra de Deus que podem nos ajudar nesta área. Menciono alguns aqui para vocês.

Primeiro, temos o princípio de não provocar ou despertar as paixões sexuais antes do tempo correto - que seria após o casamento. Veja o que Paulo escreveu aos crentes de Tessalônica:

3 Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; 
4 que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, 
5 não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; 
6 e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, 
7 porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. 
8 Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo" (1Tess 4:3-8).

Paulo faz um contraste entre os que foram chamados por Deus para a santificação, e os gentios que estão cheios de desejos de lascívia. Nós devemos nos manter longe da impureza e manter nossos corpos no caminho da santificação.

Veja o que Paulo diz no versículo 6, sobre "não ofender e não defraudar o irmão". "Defraudar" significa privar alguém de alguma coisa de forma ilegal. No contexto, pode ser interpretado da seguinte maneira: quando provocamos pelo abuso do contato físico desejos que não podem ser satisfeitos de maneira legítima fora do casamento, estamos defraudando o namorado ou a namorada. E Deus se vinga destas coisas (versículo 7-8).

Segundo princípio: o sexo é para o casamento. Já escrevi vários posts sobre este assunto:
 Por favor, leia todos eles e medite nestas palavras de Paulo, que resumem bem este princípio:

1  Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher;
2 mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. 
3 O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido (1Cor 7:1-3).

Aqui percebemos claramente que a solução para a "impureza" - que no contexto é claramente de natureza sexual - é o casamento. Mais adiante, neste mesmo capítulo, Paulo escreve:

8  E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. 
9 Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado 1Cor 7:8-9).

É a mesma coisa: quem não consegue dominar-se e vive queimando no fogo da paixão sexual, deve casar logo, pois somente no casamento é que se pode satisfazer esta paixão de maneira legítima.

Portanto, meu conselho a vocês dois é este:

  1. Não fiquem muito tempo sozinhos em lugar reservado;
  2. Não se vista de maneira a provocar e despertar o Cardoso;
  3. Aprenda a dizer "não," se ele começar a passar dos limites. Estes limites não são fáceis de colocar, mas um bom referencial é o que chamamos de "zona erógena," aquelas partes de nosso corpo, além dos órgãos genitais, que reagem prontamente ao contato e à carícia, provocando excitação sexual e todas as demais coisas que vêm junto com isto;
  4. Não coloco uma lista de regrinhas, mas o princípio de evitar todo contato que vai despertar sexualmente, provocar excitamento, e levar muito próximo da quebra das barreiras do recato, domínio próprio e vergonha.

É claro que você e Cardoso estarão indo na contramão do que os jovens de hoje pensam, se seguirem o que estou dizendo. Mas casar virgem não é vergonha alguma. A virgindade é colocada na Bíblia como símbolo da pureza da Igreja, a noiva de Cristo.

Espero ter ajudado.

Um abraço,
Augustus

UMA CARROÇA CHAMADA IGREJA



Que a igreja é, digamos, lenta, é sabido. Mas daí a chamá-la de carroça parece exagero. Na verdade, o autor dessa metáfora quer dizer mais. Para ele, se levarmos em conta a velocidade das transformações que acontecem nas cidades, qualquer pastor, com sua teologia bíblica e sua experiência mística, se sente tão anacrônico quanto um jumentinho puxando uma carroça em plena avenida. 

Marcos Monteiro é o autor dessa idiossincrasia e acaba de lançar Um Jumentinho na Avenida — a missão da igreja e as cidades, pela Editora Ultimato. Mestre em filosofia e pastor itinerante no Nordeste brasileiro, Marcos Monteiro é, com a devida vênia, uma mistura de profeta e cantador. Embora se apresente também como um jumento que luta para tirar as talas que limitam a sua visão, o traço agudo em apontar as feridas e oportunidades da igreja-carroça fazem do seu texto uma leitura rica em teologia e na contextualização da mensagem bíblica, da verdadeira missão integral da igreja. 

Claro, o livro é também divertido. Às vezes, trágico. Mas o autor aprendeu a rir de si mesmo. A rir de nós mesmos, das nossas gravatas em pleno sol a pino ou dos púlpitos que cheiram a mofo, de igrejas “globalizadas”, mas cultural e regionalmente irrelevantes. A igreja-carroça precisa responder a algumas perguntas. O que fazer com a avenida? Deveríamos voltar ao tempo em que os jumentos podiam caminhar tranquilamente pelas ruas? E a carroça, deveríamos motorizá-la? 

As respostas não são fáceis. No entanto, é preciso aprender com o primeiro jumentinho ilustre, que andava muito bem acompanhado... 


Leia o livro 
• Um Jumentinho na Avenida — a missão da igreja e as cidades, Marcos Monteiro

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES

Apresentação do livro “Evangelização e Missões”:
                                    
Evangelização e MissõesA maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo. Esse é o argumento de Tom Wells em seu pequeno clássico sobre missões. É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa deanunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, as suas maravilhas. O salmista, aliás, demonstra no Salmo 147.1 que adorar a Deus deve ser o desejo mais intenso de todo homem.
Esse é o eixo em torno do qual tem girado todo ministério de ensino de John Piper: A realidade de que adorar a Deus e gozar sua presença é o principal tesouro, a grande conquista, a melhor porção, o bem mais precioso, a maior alegria e o prazer mais doce e intenso que o homem pode ter. Sua famosa frase, que diz que “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele”, aponta para a necessidade de tornar Deus conhecido em sua plenitude e glória e por isso ele tem afirmado que a missão de sua vida é “espalhar paixão pela soberania de Deus em todas as coisas, para a alegria de todos os povos”.
Assim, concordo com Piper quando ele, desenvolvendo seu raciocínio, diz que “missões não são o alvo final da Igreja. A adoração é. Missões existem porque a adoração não existe. A adoração é o grande alvo, não missões. Porque Deus é o propósito final, não o homem.”
Um entendimento correto sobre o propósito de Deus é estritamente necessário se quisermos buscar adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Se o alvo das missões é tornar Deus conhecido para que os homens o adorem, é preciso então que os homens sejam atraídos a Deus pela mensagem que o próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, trouxe à humanidade, o evangelho. Sem o evangelho, os homens não poderão ser salvos e não se tornarão adoradores de Deus. O Pr. Mark Dever foi muito feliz quando disse que “aquilo com que você ganha as pessoas é também aquilo para o que você as ganha. Se você as ganha com o evangelho, elas são ganhas para o evangelho [1].” Precisamos fazer missões com o evangelho.
É muito oportuno que atentemos para o importante assunto de missões. O cenário religioso no mundo está experimentando grandes transformações. O estudioso Philip Jenkins constatou que está ocorrendo expansões explosivas do cristianismo na África, Ásia e América Latina, mas projeta um crescimento impressionante de muçulmanos, que devem chegar a 25% da população mundial nas próximas décadas. Mark Noll também aponta em seu livro “The New Shape of World Christianity” para uma mudança no eixo do cristianismo global, apontando para África e Ásia como os continentes que, em breve, reunirão a camada mais numerosa de pessoas que professam a fé cristã, enquanto a Europa, berço da reforma protestante, regride sensivelmente. Na esteira dessas transformações todas, a igreja tem a responsabilidade e dever de investir. Parafraseando Piper, temos diante de nós três alternativas: ou investimos em missões como “enviadores”, ou investimos em missões como “enviados” ou desobedecemos.  A Igreja tem a responsabilidade vital de protagonizar este processo de ajuntamento de adoradores, que Deus vem realizando. Quando o senso da glória de Deus está cristalizado na convicção mais segura da igreja, ela realizará o trabalho missionário com confiança, disposição e alegria.
Meu desejo é que essa realidade final sobre missões seja o ideal de todo leitor desse livro. Esta pequena antologia de sermões selecionados de John Piper foi organizada com o propósito de levar o leitor a perceber esse elemento doxológico que permeia toda idéia de missões.
Organizei esse livro buscando traduzir, logo no primeiro capítulo, a idéia central de que todos os povos precisam da verdade, de que esta verdade foi revelada por Deus nas Escrituras. No capítulo dois vemos como é Deus quem opera, afinal, a salvação dos homens, em seguida, no terceiro capítulo, vemos como Deus usa, em sua providência, as mais diferentes circunstâncias para alcançar o perdido – e como podemos ser instrumentos da providência de Deus em alcançar almas. Os últimos dois capítulos falam sobre a santa ambição de pregar o evangelho de Cristo onde ele ainda não é conhecido e sobre como entregar nossas vidas para o trabalho missionário é ganho. O livro é concluído com uma oração de John Piper, sobre mudanças que ele [e, neste caso, eu também] deseja ver no cenário de missões globais. Este texto foi produzido como um pequeno manifesto, pela ocasião da conferência missionária de seu ministério, o Desiring God, realizada em setembro de 2011 sob o tema Finish the Mission – Bringing the Gospel to the Unreached and Unengaged (Complete a Missão – levando o evangelho para o não alcançado e não compromissado).
Desejo expressar minha profunda gratidão ao ministério do Pr. John Piper e sua perseverante insistência na glória de Deus como sendo o alvo de todo homem. Poucos homens representaram tão vividamente o pensamento e coração de Jonathan Edwards neste aspecto. Agradeço também ao ministério Desiring God, por sua inspiradora mensagem de espalhar a paixão pela glória de Deus a todas as nações. Agradeço de modo especial meu colega Bill Walsh, que gentilmente prefaciou o livro e o incentivou. Louvo a Deus pelo ministério da Editora Fiel, fruto do árduo trabalho missionário de Pr. “Ricardo” Denham. Sou grato pela oportunidade de preparar este livro na ocasião da 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes, que terá como um dos preletores o Pr. John Piper, que trabalhará justamente o importante tema de Missões e Evangelização.
Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado. Salmo 96.2-4

[1] Mark Dever & Paul Alexander. Deliberadamente Igreja (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2008) p.54

É TEMPO DE BUSCAR AO SENHOR

"Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a miseriórdia; arai o campo do pousio; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós (Oséias 10.12).

Os dias atuais são difíceis!. Vivemos em um mundo marcado pela violência, as drogas, prostituição infantil, depressão, corrupção, etc. Diante deste quadro não podemos desanimar, mas buscar Aquele que pode transformar a nossa nação, DEUS. Portanto, venha participar conosco da SEMANA DE ORAÇÃO de 24 a 30 de outubro de 2011 às 19h:30m na Igreja Presbiteriana Filadélfia de Garanhuns. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COMEMORAÇÃO DO DIA DO PROFESSOR

O Departamento Infantil  e a Igreja Presbiteriana Filadélfia comemoraram no dia 16 de outubro de 2011 o dia do Professor, fazendo uma homenagem a todos os professores da EBD.
"O melhor mestre não é aquele que apenas repete a lei aos seus alunos, mas o que guarda e vive o ensino" (C.B. Eavey)




"O melhor mestre não é aquele que apenas repete a lei aos seus alunos, mas o que guarda e vive o ensino" (C.B. Eavey).
A igreja Presbiteriana Filadélfia parabeniza  todos os professores.
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