segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CRISTO E O ANTICRISTO: SEMELHANÇAS SUTIS, DIFERENÇAS VITAIS



Foto: Eliel Freitas Jr (flickr.com/photos/elielfj)Sabemos que a mentira não existe. O que existe é a corrupção da verdade. Uma grande mentira nasce de uma pequena mudança na verdade. Nossos primeiros pais foram enganados quando a serpente manipulou a verdade lançando a semente do engano. E assim tem sido na longa história da humanidade. O que Cristo oferece ao ser humano, o anticristo também oferece, com pequenas variações. As ofertas vêm sempre aos pares. As semelhanças são grandes, porém, as diferenças são fatais, tanto para o corpo como para o espírito.
 
Nem sempre é fácil distinguir uma coisa da outra. Principalmente em uma época de conceitos subjetivos e moral relativa. Geralmente, quando os valores tornam-se vagos e o narcisismo rompe com qualquer princípio absoluto, nosso julgamento é reduzido aos interesses privados de um ego carente. Neste cenário, as ofertas do anticristo tornam-se mais atraentes. 
 
Cristo e o anticristo desejam que tenhamos uma vida sem culpa. É claro que todos nós queremos viver sem culpa. O anticristo propõe eliminá-la. Você não é culpado de nada, quando muito, apenas cometeu uma pequena e justificada falta. O melhor a fazer é negá-la ou, quem sabe, minimizá-la. É isto que se vê nos livros de autoajuda, nas palestras motivacionais e nas inúmeras formas de terapia. Cristo também deseja que vivamos sem culpa, porém ele não a nega, mas a redime. A culpa existe, é real e traz consequências dramáticas para a vida. Ninguém resolve o problema da culpa simplesmente negando-a. Cristo resolve assumindo-a e oferece ao ser humano perdão, reconciliação e restauração por meio do arrependimento e da confissão.
 
Cristo e o anticristo desejam que sejamos felizes. A felicidade é um anseio básico do ser humano. O anticristo apresenta a felicidade como um direito, ou melhor, uma obrigação. Não importa o que é necessário fazer para obtê-la. Mereço ser feliz, devo ser feliz e serei feliz mesmo que isto gere infelicidade para os outros. É isto que seus porta-vozes estão afirmando por todos os cantos. Cristo também deseja que sejamos felizes. Não porque temos o direito nem porque merecemos. A felicidade que Cristo oferece é resultado de uma vida de confiança e entrega. Não é a que encontramos no final de uma conquista, mas a que nos acompanha à medida que andamos em humildade e mansidão. É no ato de nos doar em amor a Deus e ao próximo que experimentamos a vida feliz, e não na busca egoísta da satisfação de nossos desejos mesquinhos e infantis.
 
A liberdade é também um desejo comum de Cristo e do anticristo. A liberdade que o anticristo oferece é para fazer o que quiser, como quiser e quando quiser, como se isto fosse possível. Uma liberdade que, no final, nos transforma em reféns de nós mesmos, mergulhados em um mundo de ilusões e frustrações. Cristo também quer que sejamos livres. Paulo afirma que “foi para a liberdade que Cristo nos libertou”. E conclui dizendo: “Porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13). É somente no ato de amar que o ser humano encontra e expressa sua liberdade. 
 
As semelhanças são sutis. Os profetas do anticristo estão por toda parte oferecendo o que Cristo oferece. A diferença entre um e outro está na cruz. Tudo aquilo que nega a cruz, nos conduz à morte. Tudo o que vem da cruz, nos conduz à vida. C. S Lewis, no final do livro “Cristianismo Puro e Simples”, afirma: “Submeta-se inteiramente a Cristo e você encontrará a vida eterna. Não retenha nada. Nada em você que não tenha sido entregue será realmente seu. Nada em você que não tenha morrido ressuscitará da morte. Se você procurar a si próprio, encontrará, no decorrer do tempo, somente ódio, solidão, desespero, rancor, ruína e decadência. Porém, se você procurar a Cristo, você o encontrará, e com ele tudo o mais que você tiver renunciado”.
 
Artigo publicado originalmente na edição atual da revista Ultimato (julho-agosto).


Pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de Janelas para a Vida O Caminho do Coração.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Conselhos de pai para filho

 Provérbios 4.1.27
INTRODUÇÃO
Hoje é o dia dos pais e queremos trazer uma palavra da parte de Deus, o Pai das luzes, para os filhos. Este texto é uma espécie de testamento que Davi deixou para Salomão e este entregou a Roboão. Aqui temos muitas lições importantes a respeito de conselhos de pai para filho.
1. O aprendizado é um processo contínuo (4.3,4)
Davi dedicou-se a instruir Salomão desde a sua infância. A sabedoria que Salomão pediu a Deus foi fruto da instrução de seu pai desde a sua meninice. O legado que Salomão está entregando a seu filho, ele havia recebido de seu pai. O processo ensino-aprendizado deve passar de pai para filho, de geração para geração.
2. O aprendizado deve ser fundamento na verdade (4.2)
Davi deu boa doutrina a Salomão. Nós pais precisamos dar boa doutrina aos nossos filhos. Precisamos ensinar a eles a Palavra de Deus. Deuteronômio capítulo 6 diz que primeiro os pais vivem a verdade, depois a ensinam. Os pais devem ensinar com a vida antes de ensinar por preceitos.
Precisamos inculcar a verdade no coração dos filhos (Dt 6.7). Precisamos criá-los na disciplina e admoestação do Senhor (Ef 6.4). Precisamos ensiná-los no caminho em que devem andar (Pv 22.6).
I. OS FILHOS DEVEM BUSCAR A SABEDORIA MAIS DO QUE QUALQUER OUTRA COISA NA VIDA – (4.1-19)
A sabedoria é um dom de Deus (Tg 1.5). Salomão pediu a Deus sabedoria e recebeu com ela riquezas e glórias (1Rs 3.5-13). Davi disse para Salomão: 1) Adquire a sabedoria (4.5); 2) Não abandone a sabedoria (4.6); 3) Não deixe a sabedoria ir embora (4.13); 4) Ame a sabedoria (4.6); 5) Abrace a sabedoria (4.8).
Davi está ensinando a Salomão desde criança que a sabedoria vale mais do que dinheiro (4.7). Quantas falcatruas estão sendo feitas por causa do dinheiro. Os mensaleiros e as sanguessugas do congresso nacional provam que o dinheiro mal adquirido pode trazer conforto, mas na esteira da riqueza vem a vergonha, o opróbrio. Não vale a pena ganhar dinheiro com desonestidade.
Quais são os benefícios da sabedoria?
1. A sabedoria traz proteção (4.6,12)
Uma pessoa sábia não põe o pé no laço do passarinheiro. Uma pessoa sábia não anda na roda dos escarnecedores. Uma pessoa sábia foge de circunstâncias perigosas. A sabedoria é um freio que não o deixa resvalar os pés no terreno escorregadio da tentação.
Sansão tinha força nos braços, mas não sabedoria no coração. Ele pôs os seus pés nos terrenos escorregadios da tentação e acabou envergonhado e cego.
2. A sabedoria traz honra e exaltação (4.8,9)
A sabedoria promove você. Ela coloca você em destaque no meio da sua geração. Ela coroa você com um diadema de graça e põe na sua cabeça uma coroa de glória. Salomão pediu a Deus sabedoria e o Senhor fê-lo o homem mais sábio, mais rico e mais famoso da sua época. Enquanto o filho insensato é a tristeza da sua pai, o filho sábio é a alegria do seu pai. A sabedoria promove as pessoas.
O mundo hoje é dos espertos. As pessoas maquinam o mal e correm para praticá-lo. Mas, o final dessa linha tem escuridão. Mantém sua integridade. Não negocie os seus valores. Há seu tempo, Deus exaltará você. Se neste mundo você não for recompensado pela sua integridade, na glória você ouvirá: “Bom está servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu senhor”.
3. A sabedoria traz satisfação interior (4.4,13)
Salomão tinha experiência dos dois lados da vida. Houve um tempo em que ele buscou a felicidade na bebida, na riqueza, no sexo e na fama e o resultado foi uma total frustração (Ec 2.1-11).
Agora, porém, ele está dizendo que pela observância dos mandamentos de Deus é que vivemos (4.4) e quando guardamos a instrução, isso é a nossa própria vida (4.13). Essa vida é aquela realização interior. É aquele preenchimento do vazio. É aquela satisfação interior que o homem busca nas coisas e não encontra.
4. A sabedoria traz longevidades (4.10)
A obediência traz qualidade de vida e também vida longa. Honrar pai e mãe é o primeiro mandamento com promessa e a promessa é vida longa sobre a terra. A sabedoria é o melhor elixir da juventude. A paz interior produzida pela sabedoria é o melhor tônico para uma vida de qualidade. Os maiores tormentos que o homem experimenta são fruto da sua desobediência aos princípios de Deus.
Os prazeres que o mundo oferece atormentam a alma e roubam os anos de vida. O pecado mata. A desobediência aos pais é um caminho de morte.
5. A sabedoria traz livramento de más influências (4.14-19)
Precisamos colocar o ninho dos nossos filhos longe dos predadores. Davi abriu o livro de Salmos dizendo que feliz é o homem que não anda no caminho do ímpio, não se detém no caminho dos pecadores nem se assenta na roda dos escarnecedores (Sl 1.1). A ordem de Salomão em relação ao caminho do perverso é clara: 1) Não entres (4.14); 2) Não sigas (4.14); 3) Evita (4.15); 4) Não passes por ele (4.15); 5) Desvia e passa de largo (4.15).
Por que os filhos precisam fugir do caminho dos perversos?
5.1) Porque eles têm pressa para fazer o mal (4.14-16) – Eles empregam toda a sua energia para conceber e praticar o mal. O prazer deles é fazer as pessoas tropeçarem. Eles são agentes da morte, filhos do inferno, instrumentos do diabo. Os traficantes ficam nas portas das escolas. Exemplo: vejo na porta do Darwin a panfletagem ostensiva dos shows, onde tantos jovens se iniciam na bebida, nas drogas e no sexo antes do casamento.
5.2) Porque eles vivem desonestamente (4.17). O dinheiro que eles ajuntam não é limpo. Os bens que eles acumulam é fruto de roubo. A corrupção ativa e passiva é um câncer na sociedade contemporânea. As pessoas roubam, corrompem, matam e morrem por causa de dinheiro.
5.3) Porque eles caminham sem rumo na história (4.19). O caminho do perverso mesmo com muito dinheiro é cheio de escuridão, cheio de tropeços, cheio opróbrio e vai desembocar no inferno. Seguir esse caminho é caminhar na direção do juízo.
II. OS FILHOS DEVEM SER GOVERNADOS TOTALMENTE PELA SABEDORIA – (4.18,20-27)
A observância dos preceitos de Deus produz vida e saúde (4.22). Aqueles que buscam a sabedoria têm qualidade superlativa de vida física e espiritual.
Como podemos ser governados pela sabedoria?
1. Que a sabedoria trombeteie aos seus ouvidos (4.20)
Deixe que a instrução dos seus pais penetre em seus ouvidos. Abra seus ouvidos para ouvir os conselhos. O caminho da obediência pode ser o mais estreito, mas só ele o levará à bem-aventurança e ao céu.
2. Que a sabedoria proteja seus pés (4.26,27)
Não ande por caminhos tortos. Não entre em lugares onde seu coração seja tentado a pecar contra Deus. Não vá a nenhum lugar onde você não possa levar com você o Espírito Santo e honrar a Jesus. Você é templo da habitação de Deus: aonde você vai, você transporta a presença de Deus.
Evite o caminho dos malfeitores. Fuja das zonas de perigo. Busque a casa de Deus. Tenha pressa em estar na presença do Senhor.
3. Que a sabedoria proteja sua língua (4.24)
A língua é fogo e veneno. Ela pode incendiar e pode envenenar. Ela é seta e espada; ela fere e mata. O pecado que mais a alma de Deus abomina é espalhar contenda entre os irmãos. A língua pode ser instrumento de morte (Pv 18.21). Ela pode espalhar boataria ou ser instrumento de vida. Lembre-se que você dará contas no dia do juízo por todas as palavras frívolas que proferir.
Afasta da sua boca as palavras torpes, as piadas imorais. Evite a maledicência. Corra do juízo temerário. Abandone a tendência de criticar as pessoas. Sua língua pode ser uma fonte de vida, em vez de ser uma cova de morte.
4. Que a sabedoria proteja seus olhos (4.25)
Os olhos são a lâmpada do corpo. Se seus olhos forem bons, todo o seu corpo será luminoso. Todas as coisas são puras para os puros. Não alimente seus olhos com a impureza. Faça aliança com seus olhos para não entregá-los à lascívia. Desvia os seus olhos daquilo que pode ser um tropeço para seu coração. Evite a pornografia, pois ela pode ser uma cova para seus pés.
Não tenha olhos cheios de cobiça como os de Eva. Não tenha olhos gananciosos como os de Acã. Não tenha olhos lascivos como os da mulher de Potifar. Não tenha olhos cobiçosos como os de Geazi.
5. Que a sabedoria proteja seu coração (4.23)
A batalha é ganha ou perdida na trincheira do coração. Assim como o homem pensa no seu coração, assim ele é. É do coração que procede todo mau desígnio. A boca fala aquilo de que o coração está cheio.
Não basta ter uma boa aparência e um coração sujo. Muitos jamais foram com os pés num prostíbulo, mas no coração não saem dele. Muitos nunca pegaram uma arma para matar uma pessoa, mas muitos matam o próximo com o ódio. Muitos jamais adulteraram, mas no coração são adúlteros inveterados.
Com nossos gestos podemos impressionar os homens, mas Deus vê o coração. Só os puros de coração verão a Deus. Ore como Davi: “Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu”.
CONCLUSÃO
O verso 18 fala que a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Cristo é o caminho e ele é a luz. Os justos são guiados pela Palavra que é luz para os nossos pés. Eles são luz e andam na luz do Senhor. Essa é uma luz crescente. A cada dia tornamo-nos mais parecidos com Jesus. Estamos sendo transformados de glória em glória na imagem de Cristo. Caminhamos para a cidade da luz, onde teremos um corpo de glória que vai brilhar como sol no firmamento.
Pais instruam os seus filhos com sabedoria!
Filhos sigam os conselhos sábios de seus pais!
Pr. Hernandes Dias Lopes

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma mãe aos pés do Salvador


Referência: Mateus 15.21-28

INTRODUÇÃO
Este texto nos mostra uma mãe aflita aos pés do Salvador. Elas estão por todos os lados, elas estão aqui. Por que sofrem as mães? Pelos seus filhos. Essa mãe, embora gentia tinha uma grande fé. Embora chegasse abatida, saiu vitoriosa.
Isso, porque a fé vem da graça divina e não da família que se tem ou da igreja que se frequenta. Spurgeon dizia que uma pequena fé levará a sua alma ao céu, mas uma grande fé trará o céu à sua alma.
I. UMA MÃE AOS PÉS DO SALVADOR TEM DISCERNIMENTO SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS FILHOS – V. 22 
1. Ela discerne o problema que atinge sua filha – v. 22
Essa mãe sabia quem era o inimigo da sua filha. Ela sabia que o problema de sua filha era espiritual. Ela tem consciência que existe um inimigo real que estava conspirando contra a sua família para destruí-la.
Peter Marshal, pregou um célebre sermão no dia das mães e afirmou que elas são guardas das fontes. As mães são os instrumentos que Deus usa para purificar as fontes que contaminam os filhos.
Ilustração: Os dois homens que pescavam e viram crianças descendo afogadas. Depois da terceira criança, um saiu e disse: eu vou ver quem está jogando as crianças no rio.
2. Ela discerne a solução do problema que atinge sua filha – v. 22
Essa mãe percebeu que o problema da sua filha não era apenas uma questão conjuntural. Não era simplesmente a questão de estudar numa escolha melhor, morar num bairro mais seguro e ter mais conforto. Ela já tinha buscado ajuda em todas as outras fontes e sabia que só Jesus podia libertar a sua filha.
Ela vai a Jesus. Ela o busca. Ela o chama de Filho de Davi, seu título popular, aquele que fazia milagres. Depois o chama de Senhor. Finalmente, ela se ajoelha (v. 23). Ela começa clamando e termina adorando. Ela começa atrás de Jesus e termina aos seus pés.
II. UMA MÃE AOS PÉS DO SALVADOR TRANSFORMA A NECESSIDADE EM ADORAÇÃO 
1. Seu clamor foi por misericórdia – v. 22
Ela está aflita e precisa de ajuda. Ela pede ajuda a quem pode ajudar. Ela não se conforma de ver sua filha sendo destruída.
A sua dor a levou a Jesus. Ela viu os problemas como oportunidades de se derramar aos pés do Salvador. O sofrimento pavimentou o caminho do seu encontro com Deus.
Aquela mãe transformou sua necessidade em estrada para encontrar-se com Cristo. Transformou a necessidade em oportunidade de prostrar-se aos pés do Senhor. Transformou o problema no altar da adoração.
Deus às vezes, adia a solução dos nossos problemas, para que nós nos prostremos aos seus pés (Ana).
2. Seu clamor foi com senso de urgência – v. 22
Aquela mãe não perdeu a oportunidade. Aquele foi a única vez que Jesus foi às terras de Tiro e Sidom. Ela não perdeu a oportunidade. As oportunidades passam. É tempo das mães clamarem a Deus pelos filhos. É tempo das mães se unirem em oração pelos filhos. Precisamos ter um senso de urgência no nosso clamor.
Como você se comportaria se visse seu filho numa casa em chamas? Certamente teria urgência em intervir para a sua salvação. Tem você a mesma urgência para ver seus filhos salvos?
3. Seu clamor é cheio de empatia – v. 22
O problema da filha é o seu problema. Seu clamor era: “Tem compaixão de mim”. “Senhor, socorre-me”. Era sua filha que estava possessa. Ela sofria como se fosse a própria filha. A dor da sua filha era a sua dor.
O sofrimento da filha era o seu sofrimento. A libertação da filha era a sua causa mais urgente. Ilustração: A filha que tinha vergonha da mãe por causa da mão defeituosa.
III. UMA MÃE AOS PÉS DO SALVADOR ESTÁ DISPOSTA A ENFRENTAR QUALQUER OBSTÁCULO PARA VER A FILHA LIBERTA – V. 23-27 
Essa mãe é determinada. Como Jacó, ela agarra-se ao Senhor sem abrir mão da bênção. Ela não descansa nem dá descanso a Jesus. Ela enfrentou três obstáculos antes de ver o milagre de Jesus acontecendo na vida da sua filha.
1. O obstáculo do desprezo dos discípulos de Jesus – v. 23
Os discípulos não pedem a Jesus para atender essa mãe, mas para despedi-la. Não se importaram com a sua dor, mas quiseram se ver livre dela. Eles não intercedem em favor dela, mas contra ela. Eles a desprezaram em vez de ajudá-la. Eles tentaram afastá-la de Jesus em vez de ajudá-la a se lançar aos pés do Salvador.
2. A barreira do silêncio de Jesus – v. 23
O silêncio de Jesus é pedagógico. Há momentos que os céus ficam em total silêncio diante do nosso clamor.
É mais fácil crer quando estamos cercados de milagres. O difícil é continuar crendo e orando pelos filhos quando os céus estão em silêncio, quando as coisas parecem estar indo de mal a pior.
3. A barreira da resposta de Jesus – v. 24-26
a) Não fui enviado senão à Casa de Israel (v. 24) – Foram palavras desanimadoras. Ela, porém, em vez de sair desiludida e revoltada, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! Em vez de desistir de sua causa, adora e ora!
b) Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-los aos cachorrinhos- (v. 26) – Essa mãe longe de ficar magoada com a comparação, converte a palavra desalentadora em otimismo. Transforma a derrota em vitória. Busca o milagre da libertação da filha, ainda que isso represente apenas migalhas da graça.
c) Por que Jesus agiu assim com essa mãe? – Para despertar em seu coração uma fé robusta. Deus agiu assim noutras épocas: 1) Com Abraão – 25 anos para dar-lhe Isaque. Agora depois que o menino estava grande, pede-o em sacrifício; 2) Com as irmãs de Lázaro – Está enfermo. Chega depois de quatro dias.
IV. UMA MÃE AOS PÉS DO SALVADOR, TRIUNFA PELA FÉ E TOMA POSSE DA VITÓRIA DOS FILHOS – V. 28 
1. Jesus elogia a fé daquela mãe – v. 28
Mãe não desista de seus filhos. Eles são filhos da promessa. Eles não foram criados para o cativeiro.
A fé é morta para a dúvida, surda para o desencorajamento, cega para as impossibilidades e não vê nada, a não ser o seu sucesso em Deus.
A fé honra a Deus e Deus honra a fé. “Ó mulher, grande é a tua fé!”
George Muller disse que a fé não é saber que Deus pode; é saber que Deus quer.
A fé é o elo que liga a nossa insignificância à onipotência divina.
2. Aquela mãe recebeu pela vitória de sua fé a libertação da sua filha – v. 28
Jesus disse: “Faça-se contigo como queres. E desde aquele momento, sua filha ficou sã”. A fé reverteu a situação. O pedido foi atendido. A bênção chegou. A fé venceu.
Carlos Studd disse que a fé em Jesus ri das impossibilidades.
Agostinho disse que fé é crer no que não vemos e a recompensa dessa fé é ver o que cremos.
Aquela mãe voltou para a sua casa aliviada e encontrou a sua filha liberta. Ela perseverou. Ela se humilhou. Ela adorou. Ela orou. Ela prevaleceu pela fé.
CONCLUSÃO 
Mãe, não desista de orar pelos seus filhos. Não desista de crer que um milagre de Deus pode fazer de seus filhos uma bênção. Não aceite passivamente a decretação da derrota em sua casa.
Lute pelos seus filhos, ore por eles. Resista qualquer obra do inimigo na vida dos seus filhos. Não descanse até ver os seus filhos salvos. Talvez alguns ainda estão perdidos fora e dentro da igreja. Derrame-se aos pés do Senhor. E não saia até que você triunfe pela fé.
Nós podemos trazer nossos filhos ao Senhor pela oração. Faça isso e você também verá o milagre na vida de seus filhos.
Rev. Hernandes  Dias Lopes

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Discernindo as Circunstâncias


Discernindo as circunstânciasQuando as circunstâncias ruins acontecem, quando as dificuldades nos cercam, quando as crises surgem inesperadas ou alguma perda repentina nos surpreende, na maioria das vezes surge em nós mesmos, e até naqueles que não conhecem as nossas circunstâncias, a sensação de que é um castigo de Deus, que existe algum pecado oculto, não confessado e há até quem diga que se trata de uma maldição familiar.

Nossos problemas ou crises ocorrem porque vivemos num mundo injusto e impiedoso em que há conflitos na esfera humana e certamente na esfera espiritual. Mas é nessas ocasiões que devemos lembrar o que a Bíblia diz de modo muito específico: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo ... que nos consola em todas as nossas tribulações... Temos que nos lembrar também que se as nossas dificuldades fossem respostas, castigo ou a recompensa divina pelos nossos pecados, certamente, não estaríamos vivos.

O misericordioso amor de Deus, o seu olhar compassivo sobre nós providencia consolo, sustento e ânimo para enfrentarmos as mais duras dificuldades e tribulações, pois Ele mesmo nos dá o discernimento que está nos moldando na imagem de Cristo, o varão perfeito. Deus não é indiferente às nossas crises e dificuldades. Ele age em nosso favor de muitas maneiras e, na maioria das vezes nós nem o percebemos. E ele age também através de nós para que outros em suas circunstâncias, em suas dificuldades tenham alívio e sejam abençoados.

Exemplo da soberania e da providência de Deus, nós encontramos na história do povo de Israel relatada no livro de Ester. Estudando novamente este livro me deparei mais uma vez com a grande verdade do controle soberano de Deus sobre as diversas circunstâncias que cercam a vida de cada um de nós. De início ela não percebeu, mas depois Ester foi ajudada por Mordecai e discerniu as circunstâncias daquele momento: Quem sabe se não foi para este momento que foste conduzida à realeza? 

 (Et 4.14). Ester foi elevada a rainha do império persa para que juntamente com Mordecai livrasse o povo de Israel de ser destruído, morto e aniquilado (Et 7.4).

Devemos pedir discernimento a Deus para agirmos de acordo com a sua vontade. Temos que escolher se vamos nos isolar, sentindo-nos como vítimas das circunstâncias, vítimas das injustiças da vida, ou se vamos nos achegar ainda mais a Ele para sermos consolados com a Sua consolação, para sermos usados para consolar os outros e, nos colocarmos à sua disposição para sermos usados por Ele a fim de que os Seus soberanos planos aconteçam através de nós.

Podemos estar certos da palavra do profeta Jeremias: Ah! Senhor Deus, eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa... porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens... (Jr 32.17-19, ARA).Sim! Deus está atento para as nossas circunstâncias e por isso, devemos saber que agindo Deus em nosso favor, o tamanho da crise fica menor!

Que Deus nos ajude a perceber que mesmo nos momentos difíceis podemos ser usados por ele mesmo para sua glória!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FAÇA O CULTO DOMÉSTICO


Por Tiago Baía

Quero abordar um assunto que talvez seja o mais importante para a sua família e para o bem-estar da nossa igreja, mas, que ao mesmo tempo, é negligenciado em nossos lares – o culto doméstico!
Qual foi a última vez ou com que frequência você tem realizado o culto doméstico? Independente da sua resposta, deixe-me incentivá-lo à prática da adoração no lar: 1) Com o exemplo e ensino de Josué; 2) Respondendo algumas objeções práticas; 3) Mostrando alguns benefícios; e 4) Dando algumas instruções de como fazer o culto doméstico.
Inicialmente abordaremos somente os dois primeiros pontos, na próxima semana, se Deus quiser, concluo com os dois últimos.

1) Exemplo e Ensino de Josué:
Em Josué 24:14-15 está escrito:
“Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.
Quais das duas opções você desejaria que sua família seguisse? Adorar falsos deuses ou cultuar o Senhor? Hoje, eu convoco você a tomar essa decisão. Veja que quem toma a decisão e lidera a sua casa em culto a Deus é o próprio Josué - o chefe do lar - quando diz que: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Você homem do lar deve ser resoluto hoje! Deus lhe chama a priorizar a adoração a Jesus no seu lar. De todas as decisões que tem que tomar para sua família, a resolução em servir e cultuar a Deus deve estar no topo da lista. Se você ama verdadeiramente sua esposa e seus filhos, se você deseja o melhor para eles, então, por favor, não deixe de dar para eles o que é de mais importante: a adoração ao Deus trino. Pode ter certeza de que só teremos reforma e avivamento na nossa igreja se começarmos a adorar ao Senhor em nossa casa e rejeitarmos os Baais, Baalins, Moloques e outros deuses da nossa cultura e sociedade. Portanto, pai, marido, se você tem desprezado o culto ao Deus do Universo no seu próprio lar, a probabilidade é de que sua casa, se não for pela graça de Deus, servirá ou já está servindo outros deuses. Então, “escolhei, hoje, a quem sirvais”! Minha oração é que você seja resoluto de hoje em diante, procure fazer cultos domésticos diariamente e diga como Josué afirmou: “Eu e a minha casa adoraremos ao SENHOR”.

2) Objeções ao Culto Doméstico:
Já começo a imaginar algumas desculpas que você pensou para não fazer as devocionais em casa. Deixe-me relacionar algumas e tentar respondê-las:

a) “Trabalho demais e não tenho tempo para realizar o culto doméstico”. Por mais difícil e lotada que seja sua agenda, se houver esforço para priorizar um tempinho junto com sua família em adoração, você há de conseguir! Lembro-me de um livro sobre fisiculturismo do famoso ator de Hollywood, Arnold Schwarzenegger, onde ele respondia a objeção de pessoas que argumentavam que não tinham tempo para se exercitarem. Schwarzenegger simplesmente apontava para o presidente dos EUA, que é uma das pessoas mais atarefadas desse mundo, mas que ainda reservava tempo para exercitar-se. Ora, se pessoas extremamente ocupadas podem ter tempo para atividade física, quanto mais você, chefe do lar, quanto aos exercícios de adoração no lar àquele que lhe criou e redimiu! Dr. Joel Beeke foi o homem mais trabalhador e atarefado que conheci na minha vida. Ele simplesmente tem trabalhado de Domingo a Domingo por vários anos, múltiplas horas do dia, com responsabilidades nas costas que nunca jamais gostaria de carregar e já escreveu e editou mais de 50 excelentes livros. Mesmo assim, ele disse: “Por 17 anos, o culto doméstico [diário] é a coisa mais importante que faço na vida. Não perderia por nada neste mundo! É a melhor parte do dia”! Dr. Beeke foi um dos homens mais piedosos que conheci. Que Deus possa nos dar, pela sua graça, famílias como a dele!

b) “Todo mundo tem horário diferente de trabalho e estudo e nunca estamos todos juntos durante o dia”. Se você tem agendas conflitantes, então faça um esforço para harmonizá-las. Cancele algumas atividades das crianças que não são tão importantes quanto o culto doméstico. Faça dois, três cultos se for preciso para alcançar todos. Se em um dos cultos do dia você não puder estar presente, delegue sua esposa para realizar. O que acho engraçado é que reclamamos que as famílias têm se dilacerado e não gastam mais tempo juntas como antigamente por causa da correria da vida moderna, porém não percebemos que o culto doméstico seria um excelente motivo e oportunidade para rompermos com os valores individualistas da nossa cultura atual e para cultivarmos a prioridade da comunhão da família com Deus.

c) “Chego cansado do trabalho e não tenho forças para fazer o culto doméstico”.  Entendo e compreendo a sua dificuldade, mas gostaria que você mesmo assim se esforçasse. Lute para que Deus seja adorado em sua casa. Peça-lhe força e disposição. As pessoas fazem sacrifícios por tanta coisa banal e tola, basta ler o Guiness Book. Por que não se sacrificar por sua família e para glória de Deus? Mais uma vez cito o Dr. Joel Beeke: “Se Jesus não estava muito cansado ao ponto de morrer por você, você não deveria ficar muito cansado para viver para Ele”.

d) “Meu cônjuge não é crente”. Talvez essa seja uma das maiores dificuldades. Dependendo da idade, os filhos comumente preferem seguir o exemplo do descrente. No entanto, ore a Deus para lhe dar sabedoria. Chame seu cônjuge para participar. Se ele não quiser, faça com seus filhos, mesmo que no começo haja resistência. Chame um dos pastores para fazer um culto doméstico com sua família. Não desista deles. Veja que o que está em jogo é se vão adorar outros deuses ou vão adorar a Jesus.

e) “Não sei ensinar e nem liderar um culto doméstico”. Simples, peça para mim, seu pastor, ou um dos presbíteros para lhe ensinar. Farei com todo prazer! Posteriormente darei algumas instruções de como você deve fazer o culto em seu lar.

Com certeza, deve haver outras objeções. Se você desejar, mande um e-mail com suas perguntas, irei lhe responder com todo prazer.
Próxima Quinta-feira, mostrarei alguns benefícios e certas instruções com respeito à adoração em casa. Espero que de hoje até lá você já tenha começado a adorar e servir ao Senhor diariamente com sua família!

Em Cristo e nEle somente,

Pr. Tiago Baía.
Fonte:Projeto Os Puritanos

domingo, 15 de julho de 2012

O EPITÁFIO DE DAVI


Davi foi um rei famoso em Israel cerca de mil anos antes de Cristo. Sua sepultura em Jerusalém não foi localizada ainda, mas, conhecemos seu “epitáfio”. Refiro-me ao que está escrito em Atos 13. 36: “Davi serviu à sua própria geração conforme o plano de Deus’.
 
Neste trecho, o apóstolo Paulo fala sobre a ressurreição de Cristo (v 35-37). Entretanto, no meio da exposição, menciona quase “entre parênteses” algo sobre o rei Davi. Podemos ler o versículo 36 assim: “Porque Davi (tendo ele servido à sua própria geração conforme o plano de Deus) faleceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção”. Não ler a informação complementar sobre Davi não muda em nada a argumentação do apóstolo. É quase uma nota de rodapé passível de eliminação. Mas o Espírito Santo achou por bem incluí-la, uma espécie de “epitáfio do Senhor” no túmulo do seu servo conhecido, um in memoriam. 
 
Há três coisas importantes sobre Davi que eu gostaria de mencionar: a) ele serviu, b) à sua própria geração, e c) conforme o plano de Deus. 
 
a) Sim, o Senhor nos diz que o poderoso rei Davi “serviu”. Neste sentido, era um tipo de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir e a quem fomos chamados para imitar (Mc 10:45; Ef 5:1). 
 
b) Depois vem o que parece uma informação redundante: Davi serviu “à sua própria geração”. A quem ele poderia servir a não ser aos seus contemporâneos? Mas, um dos nossos problemas é que, às vezes, pensamos: “Ah, se eu tivesse vivido naquela outra época, teria servido melhor”. Engana-se, pois, quem não quiser servir hic et nunc (aqui e agora), não servirá nunca a ninguém. 
 
c) Finalmente vem o elogio maior: Davi serviu “conforme o plano de Deus”. Alguém poderia pensar: “Isto era panegírico demais, porque me lembro de muitos problemas na vida de Davi!”. Sim, mas você também se lembra do segredo de Davi ao cantar: “Bem aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada…” (Sl 32:1)? É por isso que Davi  podia começar novamente. Aprendamos da Bíblia e da história da igreja que não precisamos ter medo de pecados confessados. São os pecados não-confessados e os não-perdoados que estragam o trabalho de muitos servos do Senhor. 
 
Se você realmente quer ser uma serva ou um servo fiel, leia agora mais uma vez aquela nota de rodapé com o epitáfio no túmulo de Davi e ore, meditando nos três itens. Oremos juntos para que cada um de nós seja fiel, aqui e agora.

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Francisco Leonardo Schalkwijk mora na Holanda com sua esposa Margarida, com quem serviu como missionário no Brasil por quase 40 anos. É doutor em história e pastor emérito da Igreja Evangélica Reformada. É autor de Confissão de Um Peregrino, "Igreja e Estado no Brasil Holandês, 1630 - 1654" e da gramática grega Coine.
Fonte: ultimatoonline

terça-feira, 10 de julho de 2012

ORGANIZADA A CONFEDERAÇÃO SINODAL GARANHUNS





Foi organizada a Confederação Sinodal Garanhuns, no congresso realizado nos dias 06 e 07/07/2012, na cidade de Salgueiro - PE, por iniciativa do Presidente do Sinodo de Garanhuns Rev. Mariano. A Comissão composta pelo Secretario Sinodal Rev. Eli Vieira Filho, Presidente da Confederação Nacional Preb. Paulo Daflon e do Secretario Geral Presb. Haroldo Peyneau, que conduziram todos os trabalhos do processo eletivo, que teve inicio com o Culto de Abertura no dia 06/07, tendo como pregador o Secretario Geral. e concluído com o Culto de encerramento e posse da nova diretoria, que teve como pregador o Presidente da CNHP. Estavam presentes o Vice-Presidente da CNHP-Nordeste Presb. Ivan Wilson, Presidente da Sinodal Centrooeste do Maranhão Presb. José Luiz, e o Presidente da Sinodal Central Pernambuco Presb. Manoel Mendes. Foi eleito Presidente da nova Confederação Sinodal o Presb. Isaac Nilton Cordeiro Vilela. A diretoria da Sinodal Garanhuns ficou composta pelos  seguintes irmãos:
Presidente:  Pb. Isaac Newton Cordeiro Vilela, IP Sião Jucati-PE, Vice-presidente:  Diác. Helio Leite Silva Junior - IP Sertania- PE.Sec. executivo: Pb.Osvaldo Ribeiro Silva, IP Afogados da Ingazeira- PE, 1º Secretário: Pb. José Cícero da Silva, IP Filadélfia-Garanhuns- PE. 2º Secretário: Mario Alexandre de Almeida, IP Heliópolis Garanhuns-PE.
TesoureiroPb. Cezar Henrique da S. Batista, IP Filadélfia Garanhuns- PE. A Deus seja glória. 
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