segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Profecias para 2013. Será um ano pior do que 2012?


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Por Solano Portela

Esta é a época em que os profetas de plantão saem das tocas. Quando eu era jovem os astrólogos dominavam a cena. Omar Cardoso era uma celebridade nacional[1] no meio de uma constelação meio obscura de personalidades que pontificavam as previsões para o ano seguinte. Estes escreviam também, religiosa e mercenariamente, em todos os sentidos, as inúteis colunas de horóscopos, de ávida leitura obrigatória em todos os jornais e revistas.

Não sei muito bem o que aconteceu, mas eles saíram um pouco de cena. Sei que ainda estão presentes e muitos os seguem, mas não têm a mesma notoriedade ou repercussão do passado. O país ficou mais cético? Talvez. É possível, também, que a prática de algumas revistas, de compararem as previsões com as realizações, contribuiu para um descrédito maior destes futurólogos, ainda que as Ana Maria Bragas da vida continuem a promovê-los, junto com numerólogos, grafólogos e outras sandices do gênero.

Suspeito, entretanto, que com a multidão de apóstolos, reis, vice-deuses, operadores de maravilhas e propagadores de prosperidade, que pululam o nosso mundo evangélico uma classe esteja substituindo a outra. Acho que muitos líderes evangélicos pensaram: “por que deixar o monopólio das predições só para eles? Vamos pegar uma fatia desse interesse”. Afinal estamos na era dos sete passos para isso, dez degraus para aquilo, cinco princípios para a prosperidade total, e por aí vai. O fato é que não há carência de profecia, nesta terra, ainda que de evidente procedência humana. E nesse campo, a credulidade é espantosa – muitos continuam ansiosos para saber o que vai acontecer no mundo, no país e em suas vidas.

Bom, aqui no Tempora, vou fugir um pouco da nossa linha reflexivo-crítica e, para não ficar de fora da onda do momento, farei dez previsões para 2013. Podem me responsabilizar por elas, mas deem uma trégua até dezembro do ano que vem, pelo menos.

O que vai acontecer, então, em 2013?

1. A corrupção vai continuar. Ou vocês acham que ela acabou com o julgamento do mensalão? Os escândalos continuarão aflorando, ainda que a chamada “sociedade” esteja mais antenada e a imprensa gostando do aumento de circulação que essas notícias propiciam. Vemos apenas um pedacinho do iceberg e a parte submersa é mais volumosa, destrutiva e letal. Para os cristãos, isso não deveria ser surpresa, pois a corrupção está enraizada no coração das pessoas – até no daquelas que criticam os corruptos públicos, ou pegos com a mão na botija. Jeremias 17.9 diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá”?

2. Os preços vão aumentar. Ainda que se propague que a inflação está “sob controle”, os indicadores registram aumentos incompatíveis com uma economia estável e os preços dos serviços aumentam acima deles. O dólar continua subindo e algumas vozes iluminadas no governo defendem um patamar de R$2,40 – insensíveis à dependência que os demais preços possuem do relacionamento cambial. Sobe o dólar e tudo fica mais caro e mais difícil. A voracidade de taxação do governo está também sempre presente e chegam a ser cômicas, se não fossem trágicas, as “soluções” estatais para controlar os preços: aumenta-se a alíquota do IPI (como no caso dos automóveis chineses) e depois dá-se um desconto, por decreto, por um tempo. Enfim, nada mudou no governo desde o tempo em que o povo de Israel clamava por um Rei e foi avisado pelo profeta Samuel que não se esquecesse de que a máquina governamental iria sugar milhões para se sustentar, pela opressão fiscal. Em 2013, o governo continuará voraz e todos nós pagaremos uma conta cada vez maior. A realeza do Real está cada vez mais diluída, relembrando Isaías 1.22: “A tua prata se tornou em escórias”.

3. A vida vai permanecer difícil com tribulações, enfermidades, injustiças.Cresce a expectativa de vida, avança a medicina, organiza-se o poder judiciário, mas as agruras desta vida, consequência genérica do pecado (nem sempre específica, na vida dos que sofrem) são realidade incontestável. “No mundo passais por aflições”, já alertava Jesus (João 16.33). A criação “geme e suporta angústias até agora” ansiando pela “redenção”, ensina Paulo (Romanos 8.22 e 23). Assim desconfie daqueles que prometem a tranquilidade e saúde aqui na terra. Isso não vai ocorrer em 2013.

4. A violência não vai dar muita trégua. Vivemos em uma era onde os governantes acham que têm direitos (e não, necessariamente, responsabilidades) sobre tudo e a necessidade de exercer o controle sobre todos. Na prática, os governantes terminam fazendo pouco e mal. Esquecem-se da responsabilidade primordial (Rom 13.1-7), que a de serem “vingadores” dos inocentes e garantir a segurança dos seus cidadãos. Os cristãos não deveriam promover (e nem confiar em) um estado messiânico, na esperança de que todos os seus problemas serão supridos por um poder terreno, falível e temporal. Enquanto estimulamos os governantes a se ocuparem de tudo (ou não os desestimulamos de fazer isso), eles descuidam da segurança. Em 2012 ficou evidente que o governo não se ocupou adequadamente nem conseguiu garantir a vida de seus próprios integrantes, haja visto as inúmeras execuções sofridas pela força policial de vários estados, quanto mais a nossa! As perspectivas para 2013 não são nada animadoras, em um país onde ocorrem mais de 50 mil assassinatos por ano, a maioria dos quais sem qualquer punição. Uma situação para pensarmos cada vez mais na paz real, que vem de Jesus (João 14.27) – “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

5. Os engarrafamentos vão piorar – Em São Paulo existe um veículo para cada dois habitantes. A cada dia cerca de 500 veículos novos começam a circular em suas vias. Nas grandes capitais a média diária de veículos novos que adentram as ruas é quase essa, pois a proporção por habitante é ainda menor. Em minhas viagens já vi que engarrafamentos, que eram uma característica típica de São Paulo, há algumas décadas, já são uma constante no Rio, Recife, Brasília, Aracajú, Porto Alegre e tantas outras grandes cidades do nosso país. Está cada vez mais difícil se locomover e a cada dia é mais importante morar perto da escola ou do trabalho. Alguns companheiros mais ousados deixaram os carros para trás e recorreram às motos, para o transporte diário: que estes sejam alvo de redobradas orações! Nessa situação é preciso o desenvolvimento crescente da virtude da paciência, bem como o exercício da criatividade, para que a hora perdida no trânsito seja ganha de alguma maneira. Que tal uma resolução para 2013, de se ouvir a Palavra, ou um “podcast” que edifique? Pense no Salmo 119.48: “...  levantarei as mãos e meditarei nos teus decretos”, mas conserve as mãos no volante!

6. Os vendedores de felicidade “aqui e agora”, o engano do evangelho da prosperidade vai permanecer. Alguém poderia fazer o prognóstico que a farsa mercantilista da “felicidade já” terá vida curta, pois, pragmaticamente, as pessoas constatarão a falsidade das promessas. Mas parece não haver limite ao desejo das pessoas de ouvirem coisas agradáveis sobre os seus dias futuros, principalmente se há apelo às recompensas materiais. Em paralelo, esse tipo de mensagem traz muito lucro aos proponentes, O curioso apelo de que “não deixe esse programa sair do ar” (para que possa continuar transmitido a pedir mais e a vender mais), continuará em 2013. Personalidades do campo evangélico que, no passado, rejeitaram essa fórmula claramente pagã continuarão a ser cooptados por ela, desviando o foco das verdadeiras necessidades das pessoas, como identificou apropriadamente Cristo, no caso da Mulher Samaritana (João 4.13-14) – a “água viva” que mata a sede para sempre. Em 2013, espere a continuidade da parada televisiva diária, e das grandes cruzadas dos propagadores de felicidade: mensagens terrenas, com linguajar evangélico.

7. As teologias e explicações humanas aos fenômenos da natureza permanecerão pródigas, no ministério de alguns. A virada do ano (2012-2013) trouxe um filme – “O Impossível” – que poderosamente nos relembrou dos acontecimentos do Natal de 2004, quando um Tsunami devastou a vida de quase 300 mil pessoas nas costas da Indonésia e Tailândia, bem como de outros países e ilhas circunvizinhas. Ainda que as imagens do Tsunami de 2011, no Japão, sejam mais poderosas, a tragédia de 2004 se constitui uma das mais perturbadoras na história da humanidade. Mas isso nos lembra, também, os teólogos relacionais (ou da teologia do processo), que retiram de Deus qualquer poder sobre as questões futuras. Para essas e outras tragédias, recorreram a explicações simplistas e naturalistas, dizendo que “Deus não tem nada com isso”, contrariando as afirmações bíblicas de que ele é Senhor Soberano sobre toda a criação, inclusive sobre as forças “da natureza”. Em 2013, esses teólogos continuarão fazendo estragos e desviando a muitos; procurando aquietar a própria perplexidade perante essas situações, preferem recorrer aos devaneios da mente, em vez de se renderem às afirmações da Palavra inspirada de Deus (Salmo 29.3; Isaías 29.6; Jonas 1.4).

8. As igrejas irão buscar mais e mais formas de entretenimento; as mensagens ficarão mais curtas; os caminhos da graça, mas distantes da Palavra. Agora que a chamada grande mídia, com os olhos na lucratividade do segmento, abraçou com todas as honras o segmento gospel; nestes tempos em que a adoração dá lugar às celebridades e à chamada “celebração”; nestes momentos em que se diluem os limites entre o espetáculo e o culto devido ao Senhor; devemos esperar uma intensificação do entretenimento nas igrejas, como se fosse apenas uma maneira mais contemporânea de cultuar. Preparem os ouvidos. Coloquem os óculos escuros. Tragam os decibelímetros. O volume vai aumentar. As coreografias vão se expandir. A prosseguir a tendência, as igrejas vão gastar mais dinheiro na iluminação e nos efeitos do que na parafernália eletrônica de amplificação. E o que vai ser sacrificado? A pregação, é claro! Está cada vez mais fora de moda, ainda que Deus especifique, em sua Palavra, que é o método determinado por ele para a propagação de suas verdades (Romanos 10.13-15). Ela vai sendo encurtada e a congregação “entregue” ao pregador depois de exaurida física e emocionalmente durante uma hora e meia, para uns minutos finais, como se fosse só para desencargo de consciência. Adentramos, assim, a zona perigosa de manifestações cúlticas de grande intensidade, mas que desagradam a Deus; onde a verdadeira adoração está ausente, como nos tempos de Amós (5.23 e 6.5), onde havia abundante louvor e transbordante música instrumental: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras”. Deus fala contra os que cantavam “à toa ao som da lira”, pois era tudo centralizado na auto-gratificação e entretenimento: diz o profeta que a intenção não era o louvor a Deus, pois inventavam “instrumentos musicais para vós mesmos”. E há, ainda, os que procuram se dissociar dessa corrente, mas apontam caminhos da graça estranhos aos da Palavra de Deus e à graça das Escrituras; com palavras que se alternam entre a virulência e a aparente piedade, mas que patinam entre a acomodação e encorajamento de formas comportamentais e sociais condenadas na Bíblia. A julgar pelo crescente número de seguidores e defensores, 2013 certamente será um ano “de arromba”, para esses segmentos do evangelicalismo contemporâneo.

9. A ira inconsequente e difamações de alguns profetas do caos, dentro do campo evangélico, permanecerão sendo lançadas contra servos fiéis. Virou moda, para alguns expoentes no campo evangélico, voltar os canhões da agressão contra servos fiéis, propagadores da palavra de salvação, defensores da teologia da reforma, difamando-os como “mundanos”, inconsequentes, protetores dessa ou daquela corrente – simplesmente por não compartilharem com a metodologia e mensagem agressiva abrigada por esses vasos de ira. 2013 não dá mostras de que esse recurso destinado à manutenção dessas figuras controvertidas no ápice da notoriedade, pela controvérsia, vai desaparecer, ainda que os tiros costumem sair pela culatra. Esses profetas do caos continuarão disparando antes de examinar; exibindo uma suposta coragem, que acomoda, na realidade, uma covardia de métodos e ausência de princípios; preferindo alianças políticas, e pseudo-espirituais, espúrias à verdadeira comunhão dos santos. Em 2013, não nos esqueçamos de Tito 3.10: “Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez”. Evitemos aqueles que não se importam com as advertências de Tiago (3.14): “Se... tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade”.

10. No entanto – no meio das perturbações e confusões deste mundo, em 2013, a graça de Deus continuará a ser manifestada – até que Ele cumpra os seus propósitos em sua criação. Não; nem tudo é sombrio no horizonte próximo, ou tem teor negativo. Podemos identificar os seguintes sinais encorajadores e positivos na igreja de Cristo, para o ano de 2013:

a. Renascimento de um interesse saudável pela sã doutrina: creio que nunca houve tanto interesse pelo estudo sério da Palavra de Deus e das doutrinas cardeais da fé cristã; dos pilares redescobertos pela Reforma do Século 16, do que nos dias de hoje. Não me refiro a números espetaculares, mas a um segmento firme, interessado e fiel, que tem abordado a Palavra de Deus com seriedade. Esse grupo surge em várias denominações e nele encontramos inúmeros JOVENS! Uma juventude que dialoga, se reúne e pesquisa a Bíblia; que emprega tempo em evangelização; que se preocupa em agradar a Deus e em tomar conta de suas vidas, além da doutrina, como nos instrui Paulo (1 Timóteo 4.16). As palavras de 1 João 2.14 soam muito bem para 2013, pois creio que essa tendência continuará crescendo: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno”.

b. Pais criando os filhos – cerrando as trincheiras da família: O ataque institucional contra a família vem levando muitos pais a reconhecerem a necessidade de se empenhar mais, de lutar, de se envolver com mais intensidade na defesa da família. Em 2013 creio que veremos cada vez mais pais conscientes dessas responsabilidades. Incrivelmente, até entre pais descrentes encontramos aqueles que querem algo diferente para seus filhos.

c. Testemunho dos cristãos na sociedade – contra aborto e a dissolução sexual. Em paralelo ao fortalecimento da família, pelos cristãos, o mundo evangélico toma consciência de que, como cidadãos, precisam dar um testemunho mais intenso e eloquente. A sociedade já abriga o divórcio automático; já há a aceitação tácita do aborto, a caminho da legalização geral; e a instituição do casamento está sendo redefinida, já não mais se segue a definição bíblica (e constitucional) de união entre um homem e uma mulher, mas as portas estão escancaradas para a legalização e aceitação, como natural, do casamento homossexual. Em 2013 a voz dos cristãos continuará ressoando, ainda que eu tenha convicção de que esse é o grande teste para a Igreja – quando legalizarem algo claramente contrário à Palavra, quantas terão coragem de se manter fiel às diretrizes divinas?

d. Escolas Cristãs – Já há algumas décadas a multiplicação de escolas cristãs vem ocorrendo. Pedagogos cristãos vêm reconhecendo a necessidade de abordar o campo educacional sob uma cosmovisão cristã. 2013 verá um aumento desses esforços e a multiplicação de materiais didáticos abordando todas as áreas de conhecimento com premissas cristãs. Creio que a influência, nessa esfera, não somente cruzará linhas denominacionais, como transcenderá o campo evangélico em futuro próximo, pela qualidade do material e dos pedagogos envolvidos nesses programas.

e. Mídia social e Internet como meio de evangelização e instrução – A internet, considerada por muitos como uma maldição, pode sim ser instrumento de bênçãos e de evangelização. Em 2013 as redes sociais serão utilizadas com mais objetividade e de maneira mais abrangente, especialmente pelos jovens. Uma pessoa pode alcançar muitas, se fizer com jeito, cuidado e competência. Uma mensagem pode atingir repercussões positivas inesperadas. O cuidado a ser tomado, é o de não considerar esse tipo de relacionamento como substituto das interações pessoais, pessoa a pessoa; nem como substituto da pregação, como já observamos.

f. Mais e melhor literatura cristã de boa qualidade. Pela graça de Deus, mesmo no mar de publicações inconsequentes, muitos livros cristãos bons têm sido publicados, divulgados e adquiridos. Editoras sérias e fiéis têm se mantido sustentáveis. Conferências de porte têm sido realizadas, divulgando essas publicações e autores internacionais. Autores brasileiros têm surgido, alguns com repercussão internacional. 2013 verá a expansão dessas publicações e suas atividades correlatas.

g. A graça comum possibilitará freio a muita criminalidade, pela exposição dos praticantes – quando parece que o pecado “corre solto”, Deus, em sua misericórdia pela sociedade providencia exposição para que muitos vejam que esses delinquentes não são invisíveis. Por vezes nos surpreendemos com a graça divina que distribui a bênçãos a todos, mas a Bíblia diz (Mateus 5.45) que Deus “faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”. É ele, também, que restringe o pecado, para que os seus propósitos sejam cumpridos. Devemos ser mais perceptíveis dessa graça comum, e, em 2013, agradecer continuadamente a Deus, pois é ela que possibilita, também, a nossa existência em um mundo tenebroso.

São essas minhas profecias para 2013. Sem horóscopo, sem mágicas, sem revelações espúrias; apenas observando o contexto e o mundo em que vivemos, e a forma como estamos sendo sustentados pela verdadeira graça divina. É esse poder de Deus que entrelaça os fios de nossas vidas em uma maravilhosa obra de arte, como já observou Edith Schaeffer em seu livro The Tapestry.[2] Feliz 2013 a todos os nossos leitores, da parte dos três que interagem com vocês, neste Blog.

Solano Portela

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[1] Homar Henrique Nunes (1921-1978) era o seu nome verdadeiro. Seu horóscopo anual atingia a marca dos 300 mil exemplares. Sua coluna diária de previsões circulava em 140 jornais brasileiros.
[2] Edith Schaeffer, The Tapestry: the life and times of Francis and Edith Schaeffer (Waco, Texas: Word Books, 1981). Essa metáfora foi também, magistralmente, colocada em canção por Stênio Marcius Botelho Nogueira e gravada por ele (1998) e por outros, inclusive o João Alexandre (1999). 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Com Quem me Casarei?


Por O. Palmer Robertson

Em algumas culturas atuais, o casamento é visto como algo de gerações passadas. Pais e avós podem ter se casado, mas a pessoas não querem mais se preocupar com o casamento. Se os costumes atuais da sociedade não fazem mais tal exigência, então, para que se incomodar com isto?

Já outras culturas vêem o casamento como algo quase que necessário para a vida, particularmente para as mulheres. A própria sobrevivência delas está atrelada ao fato de serem casadas.

Em quaisquer dos casos, muitas questões têm sido feitas pelo mundo moderno a respeito do casamento. Considere, pois, algumas perguntas sobre o assunto e o posicionamento das Escrituras sobre este tema.
1) O que é o casamento?
Se uma pessoa está pensando se casar, ela precisa ter algumas idéias sobre aquilo com que ela está se envolvendo. Então, o que é mesmo o casamento?

Algumas pessoas considerariam o casamento como um contrato de conveniência pessoal. Se este contrato se adequa ao gosto do casal ou faz com que as aspirações do mesmo progridam, então é bom que haja o casamento. Mas se esta for a visão adotada, o resultado será desapontamento ou desastre. No momento em que o casamento se tornar um empecilho para um das partes ou para o casal, existirá razão suficiente para que este laço sagrado seja desfeito. Em algumas culturas, se a esposa não cozinha bem, o marido se acha no direito de pedir o divórcio e tudo está assim acabado. Em outras culturas, se uma mulher encontra um outro homem mais atencioso, ela pode facilmente terminar o seu casamento.

Mas as pessoas ficam profundamente magoadas quando um relacionamento se desfaz, mesmo que seja um “casamento de conveniência”. Há algo sobre a união de duas pessoas que gera, cria interconexões de corpos e almas, e sociedades que não podem ser facilmente dissolvidas. As crianças nascidas de um casamento naturalmente se identificam com o “pai” e a “mãe”, de forma que ninguém mais pode ocupar estes lugares.

Há ainda outra resposta para a pergunta inicial, “O que é o Casamento?”. O casamento é um laço entre duas pessoas, misterioso e ordenado por Deus, que não deveria jamais ser quebrado enquanto as duas pessoas viverem. Há algo sobre a união física, os compromissos sociais e a vinculação dessas duas almas que desafia uma simples separação. O casamento é uma maravilha, um mistério, uma beleza que apenas o Deus Criador poderia ter desenhado, e ninguém deveria separar aquilo que Deus uniu (Mateus 19:6).

Mas, e se um casamento vier a se dissolver? Se você tem alguma culpa, confesse isto para Deus com espírito de verdadeiro arrependimento. Suplique o perdão com base na morte sacrificial do Filho de Deus pelos pecadores. Se você é a parte inocente, olhe para Deus como o seu Pai celestial que providencia o conforto e o cuidado para todos aqueles que são os seus filhos. Uma segunda questão naturalmente surge...

2) Por que eu deveria casar?
Se uma pessoa nunca pode sair de um casamento que contraiu, por que correr o risco de entrar no casamento? Não seria mais seguro permanecer solteiro, descomprometido, livre dos laços inquebráveis do casamento? Por que não apenas desfrutar de relacionamentos que naturalmente chegarão ao fim algum dia e manter-se descomprometido das intenções de longo prazo? Desta forma a separação não machucará tanto, principalmente quando ela vem eventualmente.
O raciocínio da falta de fé ou incredulidade segue exatamente a mesma linha. Mesmo os discípulos de Jesus expressaram sérias reservas quanto ao casamento (Mateus 19:10). Se você não tem fé nas boas novas de que Jesus pode redimir, reconciliar e reformar pecadores egoístas como você e seu possível cônjuge, então pode muito bem concluir que você nunca deveria se casar. O risco é grande demais. E a alternativa de liberdade pessoal é bastante atraente.
Mas não se engane em pensar que qualquer coisa pode substituir os duradouros compromissos inerentes ao casamento. Não se entregue a intimidade sexual fora de tais compromissos, pois eles são necessários para um apropriado vínculo de corpo e alma. A ordem do dia é a de que pessoas têm o direito de “viver juntas” e depois ir embora ao bel-prazer, sem que obrigações duradouras existam. Entretanto, aos olhos de Deus, a união de duas pessoas é sagrada e requer a permanência ou estabilidade de compromissos.

A despeito do escárnio da era pós-moderna, o soberano Deus Criador ainda considera que pessoas que estão engajadas em práticas sexuais ilícitas estão vivendo em fornicação. E tanto os indivíduos como as nações devem se arrepender desta prática.
Uma resposta mais positiva a esta segunda questão, “Por que eu deveria casar?” merece a sua consideração. Esta outra resposta remonta às raízes da existência humana. Deus, de forma intencional, fez o homem de maneira que não seria bom que ele estivesse sozinho (Gênesis 2:18). Deus criou o homem completo, mas viu que ele precisaria de uma companheira, uma ajudadora, uma esposa com quem pudesse compartilhar toda a sua vida. O Criador desenhou o homem e a mulher para o casamento.

Por esta razão você pode sim correr o risco. Vá em frente e se case!

É claro que há legítimas exceções para o celibato dentro deste princípio básico. A primeira é que o homem foi originalmente formado sem que ele tivesse uma esposa. Quanto tempo ele passou na condição de solteiro não nos é dito. Mas um ser humano pode viver muito bem sem estar casado. Homem e mulher são capazes de ter vidas profundamente realizadas ainda que na condição de solteiros. Na verdade, praticamente quase todo mundo passa anos significativos de suas vidas adultas sem estar casados.

Mas Deus fez homem e mulher para que, na maioria dos casos, eles se casassem. Não há melhor explicação a ser oferecida para este fenômeno universal que é o casamento. Tanto para o bem estar das pessoas, quanto para os propósitos do Criador, as pessoas deveriam se casar. O instinto natural dos seres humanos os conduz nesta direção. Desta forma, a próxima pergunta óbvia é a seguinte...

3) Com quem eu deveria casar?
A resposta inicial para esta questão é: case com quem você quer casar! Se as circunstâncias são favoráveis, case-se com a pessoa de sua escolha. Por que alguém se casaria com uma pessoa com a qual ela não quer casar? Obviamente muitos fatores contribuem para que um casamento se torne possível. A prática cultural exerce um papel vital no casamento. Algumas famílias, tribos, ou grupos sociais achariam difícil ou impossível o casamento com pessoas de certas comunidades. Questões tais como escolaridade, riqueza, idade, saúde, vocação, temperamento e contatos sociais exercerão papel na escolha da pessoa com a qual você vai casar. Mas o princípio básico permanece: case-se com a pessoa que você quer casar, supondo que todas as circunstâncias sejam favoráveis.

Em situações difíceis, uma pessoa pode se encontrar casada com alguém com a qual não desejaria estar casada. Em algumas culturas, casamentos são encomendados, de forma que os desejos da pessoa não são adequadamente consultados. Em outras situações, pressões diversas podem induzir duas pessoas a se casarem. Quando estas circunstâncias não podem ser evitadas, as pessoas envolvidas devem depositar completa fé em Deus, acreditando que Ele tem a saída para a mais difícil das situações.

Deve-se salientar também que pelos desígnios de Deus todas as pessoas podem estar legitimamente casadas e receberem assim as Suas bênçãos. Por outro lado, pela determinação do soberano e gracioso Deus, algumas pessoas que desejam muito se casar podem jamais vir a encontrar a pessoa certa para elas.

Um princípio, entretanto, deve sempre reger o matrimônio de um cristão. Ele ou ela deve sempre se casar com outro cristão. Um crente não deve jamais se por em jugo desigual com um incrédulo. Se as circunstâncias favorecem, case-se com quem você quer casar. Mas se você é nova criatura em Cristo, certifique-se de que está casando com um outro cristão.
Há ainda situações em que um cristão está casado com um incrédulo (1 Coríntios 7:14). Você pode se encontrar nesta situação por ter se convertido a Cristo depois do casamento. Ou talvez seu cônjuge tenha “enganado” você, pois ele parecia ser um verdadeiro cristão quando vocês se casaram. O que fazer agora?

Continue acreditando nas escolhas de Deus para a sua vida. Lembre-se que um cônjuge incrédulo pode vir a se converter por causa do procedimento cristão do outro cônjuge (1 Pedro 3:1). Isto já aconteceu algumas vezes e poderá acontecer novamente. Mas se isso não ocorrer, você ainda pode glorificar a Deus grandemente através de uma vida de fé, dentro deste relacionamento conjugal ordenado por Deus.

Muitos fatores contam na hora da escolha de um cônjuge. Busque o conselho de familiares ou amigos cristãos que lhe conhecem bem. Reflita cuidadosamente em como o casamento contribuirá para que vocês sirvam a Deus mais efetivamente. Faça uma avaliação realística de sua situação financeira e acadêmica. Certamente que o misterioso fator “amor” não deve ser desprezado. Mas lembre-se: o amor pode começar antes do casamento, mas há casos em que ele começa depois do casamento. Qualquer que seja o caso, o cultivo do amor fará com que seu fervor se intensifique ao longo da vida. E agora, a pergunta final pode ser perguntada... 
      
4) E se eu casar?
Primeiro, se você se casar, reconheça que a comunidade em geral tem um legítimo interesse na sua união. De fato, praticamente todas as sociedades reconhecem a existência da coabitação marital. Nestes casos, casais que vivem juntos há certo período de tempo são considerados “casados” pelas autoridades locais.  Em nenhum trecho da Bíblia Deus requer uma “cerimônia de casamento”. Ainda assim, o núcleo fundamental da sociedade é encontrado nas unidades familiares. Por esta razão, o casamento não deveria ser visto como algo privado. E o reconhecimento do casamento pelo Estado é algo totalmente apropriado.

É perfeitamente legítimo que pessoas simplesmente se casem na presença de uma autoridade representativa do governo local. Nada na lei de Deus proíbe tal formalidade. Mas na maioria dos casos, o melhor lugar para um cristão se casar é na presença de família e amigos, diante da igreja que é o corpo de Cristo.

Segundo, entrando agora num nível mais pessoal, espere algumas surpresas após o casamento. A pessoa com quem você se casou pode não corresponder as suas expectativas. Mas a benção de Deus é assegurada a todos aqueles que fielmente seguem as ordenanças de Sua lei, Sua graça e providência. Tempos de provação virão. Desafios surgirão. Mas fique certo de que a pessoa com quem você está casada é a pessoa que Deus planejou que você casasse, apesar das circunstâncias difíceis vivenciadas.

Terceiro, antecipe um enriquecimento ilimitado em sua vida ao se casar. A união de duas pessoas em uma só pode duplicar ou até mesmo triplicar o potencial de realização pessoal dos cônjuges durante o tempo em que, juntos, eles “exploram” o vasto mundo que Deus criou.  Interesses diferentes, talentos, dons e diferentes perspectivas sobre a vida só têm a ampliar os horizontes de ambos os cônjuges no casamento. O potencial humano para dar e receber amor possui uma profundidade tal que não pode ser compreendida nesta nossa curta existência.

E mais, é difícil calcularmos a totalidade de bênçãos que um casal pode experimentar em termos do crescimento no conhecimento de Deus o Pai, Deus o Filho e Deus Espírito Santo. Não foi por acidente que Jesus realizou o seu primeiro milagre, a transformação de água em vinho, durante um casamento em Caná da Galiléia (João 2: 1-11).  Com este milagre, o Filho de Deus mostrou seu intento de enriquecer o vínculo matrimonial através da benção ímpar de Sua presença e poder. O casamento terreno revela novas medidas da graça e glória de Deus para aqueles que são feitos um nEle, na medida em que espelha a mais perfeita união de Deus com o seu povo.
     
Em conclusão, o grande desafio de nossos dias é o de irmos contra a correnteza.

Muito do que as sociedades modernas estabelecem hoje vai de encontro ao casamento, nos termos em que ele é ordenado pelo Senhor. Mas pela fé em Deus o Criador e em Cristo o Redentor, as alegrias e bênçãos do casamento podem ser vivenciadas mesmo num mundo que tem se tornado moderno demais.

Dr. O. Palmer Robertson é: Professor de Teologia no African Bible College, caixa postal 1028, Lilongwe, Malawi. Professor de Velho Testamento no Knox Theological Seminary, 5554 N. Federal Highway, Fort Lauderdale, Flórida 33308, EUA.

Fonte: os puritanos

WORKSHOP O EVANGELHO EM SUA MÃO




Nos dias 16 e 17 de novembro de 2012 aconteceu o Workshop O Evangelho em Sua Mão no Colégio Presbiteriano XV de Novembro. Foi um momento em que o Presbitério de Garanhuns, A Federação de UPH e a APECOM proporcionara as igreja do presbitério da nossa região um treinamento para assim possamos levar as boas novas para aqueles que ainda não conhecem a Jesus. O evento contou com a participação de vários irmãos das igrejas do nosso presbitérios como também de alguns pastores do PGAR e teve como preletor o pastor Paulo de Tácio pastor da Igreja Presbiteriana de Palmas-Tocantins.



A vida cristã não se reduz a mera profissão de lábios


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por João Calvino

E este é o lugar apropriado para dirigir-me aos que não têm Cristo além de um título exterior, e com isso já pretendem ser  tidos como cristãos. 130 Afinal, com que despropósito se gloriam de seu sagrado nome quando, na realidade, nada há de intercâmbio com Cristo, a não ser com aqueles que da palavra do evangelho atingiram o reto conhecimento dele! Com efeito, o Apóstolo nega que aprenderam corretamente a Cristo todos aqueles que não foram ensinados que, despido o homem velho, que se corrompe segundo os desejos do erro, têm de vestir-se de Cristo [Ef 4.22-24].

Portanto, por mais eloquente e fluentemente falam acerca do evangelho, são acusados de falsamente, e até com agravo, arrogar-se o conhecimento de Cristo. Ora, esta não é uma doutrina de língua, mas de vida; não é apreendida apenas pelo intelecto e pela memória, como as restantes disciplinas, mas, afinal, é recebida então quando possui toda a alma e acha assento e guarida no afeto íntimo do coração. Logo, ou deixem de jactar-se afrontosamente contra Deus, daquilo que não são, ou se mostrem discípulos não indignos de Cristo, seu Mestre.

Temos dado o primeiro lugar à doutrina, na qual se contém nossa religião, uma vez que nossa salvação tem nela o ponto de partida. Mas, é necessário que ela nos seja penetrada no coração e nos seja traduzida no modo de viver, e nos transforme a tal condição que não nos seja infrutífera. Se com razão os filósofos se inflamam contra aqueles que, em professando uma arte que deva ser-lhes a mestra da vida, a convertem em loquacidade sofística, e os eliminam ignominiosamente de sua clã, com quanto mais razão teremos de detestar esses sofistas fúteis que se contentam em tagarelar o evangelho com os lábios. Evangelho cuja eficácia deveria penetrar nos mais profundos afetos do coração, arraigar-se na alma e afetar o homem por inteiro, cem vezes mais do que as frias exortações dos filósofos.

João Calvino. Institutas da Religião Cristã.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pedido de oração urgente pelos Missionários da APMT (IPB) presos no Senegal



Nosso missionário que atua em Mbur, Senegal, no Projeto Obadias que acolhe crianças moradoras de rua, foi levados para a delegacia no dia de ontem 05 de outubro de tarde e liberado à noite. Hoje, 6 de outubro, teve que se apresentarnovamente para prestar depoimento.
O Rev. Jose Dilson, missionário da APMT e a irmã Zenaide Moreira Novais receberam ordem de prisão e estão aguardando para serem encaminhados na cidade de Thiés onde serão ouvidos novamente. De acordo com a Marli, esposa do Rev. Jose Dílson, os missionários detidos poderão passar alguns dias na prisão. Segundo o relato dos missionários eles são acusados de evangelizar menores. 
O advogado, assessor o projeto, está acompanhando o caso e estará entrando com um pedido de Habeas Corpus. 
Convocamos a todos os irmãos que estão tomando conhecimento deste acontecimento que estejam orando e chamando outros para se unirem a nós em oração. 
Noticia enviada pela Marli sobre a situação do Rev. Jose Dilson e a irmã Zenaide hoje 7 de outubro de 2012
"Queridos, finalmente na parte da tarde Jose Dilson e irma Zeneide foram tranferidos para Thies, para serem ouvidos pelo procurador. No documento de acusacao consta que somos uma "Associacao de Malfeitores para as criancas". Foram obrigados a assinar este documento, sem terem possibilidade de ler o que estavam assinando. Quem nos conhece sabe o quanto temos nos empenhado para o bem de centenas de criancas no Senegal. Precisamos que continuem na brecha por nos. Vao ficar retidos mais uma noite, agora estao em UMA CELA COMO MALFEITORES, SEM LUZ, SEM AGUA, SEM UMA CADEIRA PARA SENTAR, SEM PODER TER NENHUM PERTENCE PESSOAL CONSIGO, NUMA CELA IMUNDA, . Chorei muito ao ver esta situacao , mas preciso ser forte. Por favor orem para que possam nos permitir levar ao menos um colchao onde possam repousar esta noite." Marli
Vamos continuar orando por estes missionários.

Conheça o Projeto Obadias 
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Noticia de hoje 9 de novembro sobre a situação do Rev. Jose Dilson, que continua detido no Senegal. 

"Queridos,
Acabei de chegar do tribunal, onde Jose Dilson e a irmã Zeneide foram ouvidos por um juiz de instrução, que lhes escutou um após outro, mas foi irredutível em sua decisão de guardá-los em prisão para mais provas. Agora nossos dois advogados estarão entrando com um pedido de habeas corpus para que possam responder em liberdade.
Como se trata de caso de menores, a acusação foi muito grave(trafico de crianças, desvio de menores e formação de quadrilhas). Ainda que tristes e cansados, fatigados, mas nos regozijamos no Senhor, e estamos com nosso coração muito em paz, pois sabemos que todas essas acusações não tem procedência, somos servos do Deus vivo, e estamos passando por esta circunstância por nenhuma outra razão, se não pela nossa Fe.
A manifestação de carinho de todos os missionários ligando em todo o tempo, familiares, amigos, igrejas, irmãos nacionais, pessoas que trabalham e estão ligadas conosco durante anos nos chamaram e estão indignadas com a decisão, mas ao mesmo tempo prontas a vir testificar do bem e do quanto temos feito por esses menores. Cremos que com certeza o Senhor esta proporcionando grandes e maravilhosas bênçãos para este local e ministério.
Preciso que orem, pois talvez tenhamos que fechar o orfanato, enviar estas crianças para uma outra organização (havíamos contratado um advogado para cuidar dos papeis e guarda das crianças de forma legal, ele já tinha dado inicio mas ainda não tínhamos o parecer final do juiz).
Precisamos orar para que nossos advogados possam entrar com o pedido de Habeas Corpus o mais rápido possível. Poderemos visitá-los segunda e sexta feira, então amanha estarei indo pra lá e levarei Zucki comigo. Obrigado queridos por todo o carinho, mensagens e amor. Só podemos agradecer e continuar a pedir ao nosso Todo Poderoso que intervenha de forma maravilhosa e nos mostre o propósito de tudo isto.
"...Contudo se sofre como cristão não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio deste nome." I Pd.4:16"
Marli
De acordo com informações de missionários no Senegal, a situação do Rev. Jose Dilson está sendo acompanhada pelo Cônsul da Embaixada Brasileira e o Governo Brasileiro está dando todo apoio.

Fonte:apmt

sábado, 20 de outubro de 2012

MACKENZIE VOLUNTÁRIO 2012 - IP Filadélfia





Hoje a Igreja Presbiteriana Filadélfia de Garanhuns participou do Mackenzie Voluntário 2012 com o Projeto Pintando o Sete, onde tivemos um momento de comunhão e alegria pintando as salas, brinquedos do Projeto Barnabé, etc. Unidade Jardim Petrópolis - Garanhuns. Já as crianças e liderança do Projeto Barnabé  realizaram um Passeio Pedagógico conhecendo a cidade de Garanhuns, onde mais de 240 (Cong. Peniel e Cong. Betesda) crianças participaram desse dia de maneira diferente. Somente a Glória de Deus.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ANIVERSÁRIO DA IGREJA PRESBITERIANA FILADÉLFIA


UM MÊS DE GRATIDÃO POR DEZ ANOS DE BÊNÇÃOS

Durante todo mês de Setembro de 2012 a Igreja Presbiteriana Filadélfia de Garanhuns esteve agradecendo a Deus  pelos seus  dez anos de Organização realizando algumas programações especiais como: Café com os Homens, com uma palestra especial  pastor Eli Vieira, dia 7 a 9  a UMP e UPA juntamente com irmãos da igreja realizaram o Avanço Missionário com palestras, momentos de Oração, Evangelismo Pessoal no bairro onde várias casas foram visitadas pela igreja e Cultos Evangelístico tendo como pregador o Rev. Inaldo Cordeiro pastor da Igreja Presbiteriana Central de Garanhuns.
 Em todos os domingos do mês contamos  com a participação de vários pastores, como: Pastor Ernando Vasconcelos da Igreja Presbiteriana do Planalto de Garanhuns, Pastor Rosivan Muniz da Igreja Presbiteriana de Lajedo, pastor Eudes Oliveira diretor do Colégio Presbiteriano XV de Novembro e no dias 29 e 30/09/12 contamos a presença do pastor Arnaldo Matias da Igreja Presbiteriana de Areias Recife-PE e estiveram participando  grupos de louvores da IP Filadélfia, Mulheres que Louvam, Grupo Voz e Melodia,  o cantor Amilton Ângelo e do diácono Maciel. Nas palavras do pastor Eli Vieira pastor da IP Filadélfia nós podemos dizer: "até aqui nos ajudou o Senhor, por isso temos motivos para agradecer ao nosso bondoso e soberano Deus por todas as bênçãos dispensadas sobre a nossa igreja".

sábado, 29 de setembro de 2012

OLHANDO PARA O PASSADO RUMO AO FUTURO

Filipenses 3.12-16
A Igreja Presbiteriana Filadélfia de Garanhuns está completando mais um ano de vida ou melhor dez anos de organização. É tempo de agradecer, louvar, adorar, engrandecer aquele que tem abençoado a igreja de maneira tão maravilhosa. É tempo de festejar, celebrar e comemorar tão grande benção. Mas, acima de tudo, é tempo de refletir. Afinal de contas trate-se de um ano de oportunidades mil. Oportunidades de evangelização, de crescimento, de amadurecimento, aprendizado;
               Oportunidades de viver o compromisso e fidelidade ao Reino de Deus, bem como o amor, a comunhão, a humildade, o perdão, enfim os frutos do Espírito Santo. Este também foi um ano de expectativas e esperanças, planos e sonhos, embora nem todos tenham se realizado. Por todas as coisas nós somos chamados a refletir sobre a nossa caminhada como igreja, como irmãos em Cristo, sobre o que nós fizemos ou deixamos de fazer. Esse refletir é parte importantíssima da nossa caminhada cristã, porque a vida é um constante e infinito aprendizado.
               É preciso lembrar das coisas passadas, pois um povo sem memória é um povo sem história, sem identidade, sem sabedoria. Entretanto, isso não significa que devemos ficar com os nossos olhos nas coisas do passado. Como o apóstolo Paulo nos lembra, é necessário estarmos com os nossos olhos fitos nos alvo. O alvo do cristão é Cristo. E tendo esta certeza em mente, quero conclamar toda a igreja para lembrar do passado: Primeiro rendendo graças a Deus por tudo aquilo que Ele tem realizado em nosso meio, não podemos nos esquecer das bençãos que o nosso bom Deus tem dispensado sobre nós durante estes dez anos de existência. Em segundo lugar devemos nos lembrar que o alvo  ainda está para ser atingido. Há muito para ser realizado, há muito a ser feito na atualidade no nosso viver como igreja de Cristo nesta atualidade tão desafiadora. Assim sendo deixemo-nos alegrar, fortalecer pelas coisas passadas. Usemos a sabedoria adquirida no passado rumo ao futuro. E confessando humildemente que a Igreja não alcançou o alvo (estatura de Cristo), sigamos confiantes em direção a Jesus, sem olharmos as aparências, as dificuldades ou problemas, sigamos para soberana vocação a que fomos chamados.
               Portanto, Jesus Cristo é nosso alvo, e como Ele próprio diz: " Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.(Apocalipse 2.10b).
Por Eli Vieira

domingo, 16 de setembro de 2012

A vida cristã não se reduz a mera profissão de lábios


.

por João Calvino

E este é o lugar apropriado para dirigir-me aos que não têm Cristo além de um título exterior, e com isso já pretendem ser  tidos como cristãos. 130 Afinal, com que despropósito se gloriam de seu sagrado nome quando, na realidade, nada há de intercâmbio com Cristo, a não ser com aqueles que da palavra do evangelho atingiram o reto conhecimento dele! Com efeito, o Apóstolo nega que aprenderam corretamente a Cristo todos aqueles que não foram ensinados que, despido o homem velho, que se corrompe segundo os desejos do erro, têm de vestir-se de Cristo [Ef 4.22-24].


Portanto, por mais eloquente e fluentemente falam acerca do evangelho, são acusados de falsamente, e até com agravo, arrogar-se o conhecimento de Cristo. Ora, esta não é uma doutrina de língua, mas de vida; não é apreendida apenas pelo intelecto e pela memória, como as restantes disciplinas, mas, afinal, é recebida então quando possui toda a alma e acha assento e guarida no afeto íntimo do coração. Logo, ou deixem de jactar-se afrontosamente contra Deus, daquilo que não são, ou se mostrem discípulos não indignos de Cristo, seu Mestre.

Temos dado o primeiro lugar à doutrina, na qual se contém nossa religião, uma vez que nossa salvação tem nela o ponto de partida. Mas, é necessário que ela nos seja penetrada no coração e nos seja traduzida no modo de viver, e nos transforme a tal condição que não nos seja infrutífera. Se com razão os filósofos se inflamam contra aqueles que, em professando uma arte que deva ser-lhes a mestra da vida, a convertem em loquacidade sofística, e os eliminam ignominiosamente de sua clã, com quanto mais razão teremos de detestar esses sofistas fúteis que se contentam em tagarelar o evangelho com os lábios. Evangelho cuja eficácia deveria penetrar nos mais profundos afetos do coração, arraigar-se na alma e afetar o homem por inteiro, cem vezes mais do que as frias exortações dos filósofos.
 

João Calvino. Institutas da Religião Cristã.
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130. Primeira edição: “E aqui é o lugar de trazer às falas aqueles que, nada tendo de Cristo senão o nome e a marca, querem, no entanto, ser chamados cristãos.”


Fonte: Orthodoxia
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